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adesão é alta, mas uso de forma errada é grande- Blog Giga Medical

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Aceituno Jr.


Olandemil Machado, 63, reclama que a máscara o incomoda

Máscaras no queixo, no nariz e até na testa. Desde esta segunda-feira (4), a Prefeitura de Bauru tornou obrigatório o uso do item no transporte coletivo, bem como nos estabelecimentos públicos e privados do município. Apesar de notar uma alta adesão neste primeiro dia, ao percorrer da região central da cidade, a reportagem do JC constatou que a população segue cometendo vários erros.

O frentista Olandemil Pedro Machado, de 63 anos, estava em um ponto de circular na avenida Rodrigues Alves, sem a sua máscara. Apesar disso, ele diz ter ciência do uso obrigatório da mesma dentro do coletivo.

O homem, então, colocou o equipamento, mas mexeu bastante nele no decorrer da entrevista. “Eu estava trabalhando com a máscara até agora. Porém, resolvi tirar no caminho até o ponto, porque é muito ruim”.

A aposentada Márcia Fernandes, de 60, saía de uma agência bancária situada na avenida Duque de Caxias, na região do Jardim Higienópolis, com o equipamento no queixo. 

Questionada pelo JC, ela afirma que sabe utilizar a máscara corretamente. “Eu só tirei na hora de sair do banco. Embora seja horrível, eu tentarei proceder da maneira certa”, garante.

Vale lembrar que autoridades recomendam tocar o mínimo possível no item, além de cobrir completamente a boca e o nariz.

ESTIMATIVA

Presidente do Sincomércio de Bauru e Região, Walace Sampaio estima que cerca de 70% da população que usa o equipamento não o faz de forma correta.

Ainda de acordo com ele, não precisa ir à região central para flagrar tal situação. “As máscaras estão se transformando em receptáculos do vírus, que fica alojado na sua parte interna, contaminando os usuários”,.

Diante disso, o sindicato lança mão de uma série de orientações aos comerciantes. “Na semana passada, a ABNT passou a regular o processo de confecção e utilização de máscaras. O órgão deixa claro que o equipamento precisa ser substituído a cada três horas, fato que, muitas vezes, também não ocorre”, diz

‘Não vou usar’

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Homem diz que não usará

Já um caminhoneiro de 68 anos, que pediu para não ser identificado, se recusa a usar o equipamento. Na tarde desta segunda-feira (4), inclusive, ele foi impedido de entrar em uma farmácia localizada na avenida Duque de Caxias, no Centro.

O trabalhador, que se encaixa no grupo de risco da Covid-19, fez as compras do lado de fora do estabelecimento, graças à ajuda de um funcionário do local. “Puxei garimpo por 10 anos e nunca peguei malária. Imagina coronavírus?”, questiona.

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Fonte www.jcnet.com.br

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