Uncategorized

Prefeitura do Rio distribui máscara de papelão contra vírus e é criticada – 05/05/2020 – Cotidiano- Blog Giga Medical

Giga Medical – Trazendo o melhor em equipamentos de proteção e hospitalares

A Prefeitura do Rio de Janeiro, da gestão Marcelo Crivella (Republicanos), começou a distribuir máscaras descartáveis de papelão nas ruas para evitar a contaminação pelo novo coronavírus nesta semana, o que causou indignação nas redes sociais.

O item consiste em uma cartolina branca dobrável, que acompanha o formato da boca e do nariz, com dois elásticos nas pontas. “Essa máscara não é recomendada para uso hospitalar ou profissional da saúde”, diz um aviso abaixo do logo azul da Secretaria Municipal de Ordem Pública.

Um agente comunitário disse que achou que era brincadeira, mas que viu as máscaras de papelão sendo disponíveis para a população pegar e chamou a situação de absurda. Um mulher escreveu em rede social que a população pobre morre por falta de respirador ou sufocado com a máscara de papelão distribuída pela prefeitura.

Nesta terça (5), o secretário da pasta, Gutemberg Fonseca, gravou um vídeo defendendo a eficácia do produto e dizendo que ele tem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ele afirma que ela pode ser usada por até quatro horas, enquanto a máscara mais tradicional, de TNT, dura duas horas.

Para demonstrar, ele aplica um desodorante aerosol no item feito de TNT. “Você vê que sai aqui do outro lado”, diz. Depois, epirra o mesmo produto no item feito de papelão. “A celulose já não deixa passar”, compara.

Questionada, a Anvisa não respondeu se o papel é ou não eficaz contra a transmissão do vírus, mas afirmou que não valida máscaras para uso doméstico, apenas para os serviços de saúde.

A agência disse ainda que, desde uma resolução publicada em 23 de março, empresas e instituições estão temporariamente dispensadas de autorização para a fabricação de máscaras, desde que sigam critérios técnicos. “O fabricante é o responsável por assegurar a eficácia e segurança do produto”, diz.

Sobre as máscaras, essa norma diz: “As máscaras cirúrgicas devem ser confeccionadas em material Tecido Não Tecido (TNT) para uso odonto-médico-hospitalar, possuir, no mínimo, uma camada interna e uma camada externa e, obrigatoriamente, um elemento filtrante, de forma a atender aos requisitos estabelecidos”.

Procurada, a Prefeitura do Rio não respondeu até a publicação deste texto quantas máscaras foram compradas, quanto custaram e onde estão sendo distribuídas. A reportagem também havia solicitado o número da resolução da Anvisa que teria autorizado esse tipo de material.

​Produtos parecidos, feitos de papel cartão plastificado, também causaram polêmica em São Vicente, litoral de São Paulo nos últimos dias. Ao anunciar a medida nas redes sociais, o prefeito da cidade, Pedro Gouvêa, se enrolou e acabou encobrindo todo o rosto. Depois, o município afirmou que o item serve para casos em que o cidadão tenha de usar a proteção convencional e não a tenha de imediato.

Um estudo publicado em 17 de março na revista científica New England Journal of Medicine relatou que o novo coronavírus pode permanecer no papelão por até três dias, ainda que em quantidades muito pequenas. Uma carga viral mais perigosa foi detectada em até oito horas após o início do experimento.​

É um tempo maior que o do ar (três horas) e do cobre (quatro horas), mas menor que o plástico e do aço inoxidável (24 horas).​ Cientistas afirmam que os resultados são ainda muito iniciais e não definitivos, mas oferecem um parâmetro para estabelecer cuidados básicos com a limpeza​.

Giga Medical – Trazendo o melhor em equipamentos de proteção e hospitalares

Fonte www1.folha.uol.com.br

Related Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *