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Coronavírus em BH: máscaras são descartadas sem nenhum cuidado nas ruas- Blog Giga Medical

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Com o aumento da utilização do equipamento de proteção, também crescem os flagrantes que colocam em risco a saúde da população e dos profissionais da limpeza pública

Com a obrigatoriedade do uso para evitar a proliferação do coronavírus nas ruas e comércios de Belo Horizonte no fim do último mês, as máscaras se tornaram itens mais que essenciais entre a população que enfrenta uma das maiores pandemias dos últimos séculos. Mas, junto com o aumento da adesão aos materiais de proteção, também cresceram flagrantes de descarte irregular em vias públicas.

Além de demonstrar a falta de consciência coletiva com a cidade, jogar a máscara fora sem nenhum cuidado coloca em risco a saúde das pessoas e, principalmente, dos profissionais da limpeza urbana. É o que conta Pedro Assis, que é chefe do Departamento de Serviços de Limpeza Urbana da SLU. 

“Isso reflete o comportamento de uma parte da população de não se preocupar em jogar qualquer tipo de resíduo, assim como descarta um papel de bala ou uma garrafinha. De uma forma geral, sabemos que o vírus tem uma sobrevida nas superfícies de materiais e a máscara descarta incorretamente vira um vetor de contaminação do coronavírus”, explica.

Conforme o dirigente da SLU, já foram registrados casos na região Central de Belo Horizonte e até nos bairros mais afastados. “É duplamente degradante para o meio urbano, porque além de poder transmitir o coronavírus, esse material pode disseminar outras doenças”, enfatiza. E para evitar que essas cenas voltem a acontecer, Pedro Assis diz que há duas orientações.

Se estiver na rua, o chefe da SLU diz que o recomendável é esperar chegar em casa para fazer o descarte. Mas, caso não seja possível, ele afirma que é essencial usar uma sacolinha de plástico e, em seguida, jogar a máscara usada nos cestos de lixo espalhados pelas vias públicas da capital mineira.

“Como há uma grande subnotificação e muitas pessoas assintomáticas, recomendamos que a população passe a utilizar dois sacos de lixo para a coleta domiciliar, inclusive no caso da máscara. É comum as pessoas usarem a sacolinha de supermercado, que deve ser colocada em um saco de lixo maior”, acrescenta.

Pedro Assis também lembra que as pessoas utilizem até dois terços da capacidade dos sacos de lixo. Com isso, o rompimento do material é evitado e não a possibilidade de contaminação das trabalhadores da limpeza é reduzido. “Não só a máscara pode provocar a disseminação do coronavírus, mas todo o resíduo doméstico utilizado por pessoas com a doença podem causar esse problema”, finaliza.

Cuidado na coleta seletiva

Já a enfermeira do Controle de Infecção Hospitalar da Vitallis, Viviane Maia, complementa que a população não deve descartar as máscaras usadas junto aos lixos recicláveis ou separados para a coleta seletiva. “Deve ser no lixo comum, para que não tenha o risco das pessoas que fazem a separação dos materiais recicláveis entrem em contato com o material contaminado. Muita gente trabalha com esse tipo de atividade e, por isso, é necessário que a máscara vá para o aterro sanitário”, enfatiza.

A especialista enfatiza também que, quando o equipamento de proteção tiver algum desgaste ou não cobrir totalmente o nariz e boca, é necessário fazer o descarte imediatamente. “Mas sempre da forma correta. A própria lavagem desgasta e, para proteger, ela precisa ser bem aderida ao rosto. A ideia do tecido é diminuir a disseminação do vírus no ambiente”, argumenta.

Em relação às máscaras cirúrgicas, que também são vistas nas ruas, a enfermeira recomenda o descarte a cada quatro horas de uso. “O material dela não é feito para ser lavado e reutilizado. Mas é preciso ter consciência e evitar a utilização desses equipamentos, que são essenciais nos hospitais. Muitas entidades estão com dificuldades de comprar e, caso seja adquirido pela população, a situação fica ainda pior. Os profissionais de saúde necessitam delas para cuidar das pessoas”, comenta.

Higienização

Outro cuidado com as máscaras deve ser a higienização regular. O infectologista Estevão Urbano, que é membro do comitê de enfrentamento ao coronavírus em Belo Horizonte, ainda lembra que o processo deve ocorrer após o uso. “O Ministério da Saúde sugere uma solução de cloro, com duas colheres de sopa do produto para cada litro de água. Depois, deixa de molho de 10 a 20 minutos. Esse proceso vai matar o vírus”, diz.

O especialista também aconselha usar o ferro com temperatura de 60 graus após a secagem da máscara de pano. “Assim, ela estará pronta para ser utilizada no dia seguinte. Ele afirma que o equipamento de proteção deve ser trocado pelo menos duas vezes por dia. “Não se sabe em quanto tempo devem ser trocadas, mas possivelmente é assim que ele se umidifique. Se a pessoa espirra ou tosse muito, deve trocar mais vezes”.

 



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Fonte www.otempo.com.br

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