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Clientes, produtores e carregadores cumprem determinação de uso de máscaras na Ceasa- Blog Giga Medical

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Acostumada a receber em média 20 mil pessoas por dia, a Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa) reforçou a fiscalização nos pavilhões no segundo dia de vigência do decreto que instituiu o distanciamento controlado no Estado e o uso obrigatório de máscara de proteção. As medidas foram anunciadas para evitar a propagação do novo coronavírus. Na tarde desta quarta-feira, mesmo com a chuva torrencial que atingiu a cidade durante o dia, a maioria dos produtores, clientes, carregadores e servidores do quadro utilizavam o acessório dentro e fora das dependências da Ceasa. 

O corre-corre dos carregadores, habituados a transitar sem o equipamento, modificou o ambiente de trabalho. Mesmo para quem precisa contar com o físico para executar a tarefa de levar produtos de um lado a outro, a máscara parecia já estar incorporada à rotina dos funcionários. Na entrada do estacionamento, um letreiro eletrônico fixado em frente ao pórtico informava da necessidade de usar o acessório no local. Dentro dos pavilhões, uma caixa de som instalada em lugar estratégico reforçava a todo momento a importância do uso do equipamento para impedir a disseminação da Covid-19.   

O presidente da Ceasa, Ailton dos Santos Machado, destaca que uma semana antes do anúncio do decreto estadual que torna obrigatório a utilização de máscaras na cidade, a direção da Ceasa já havia realizado uma semana de conscientização junto a funcionários e clientes. Na madrugada de segunda-feira, Machado participou de uma ação de orientação nos pavilhões da entidade. “As pessoas estão conscientes da importância do uso da máscara e acabam fiscalizando uns aos outros”, destaca. 

Mesmo os poucos casos em que alguém está sem máscara ou com o acessório colocado de maneira incorreta são contornados com conversa e orientação. “É comum algumas pessoas com máscaras presas na orelha, que ficam em área aberta para se alimentar, mas em geral o pessoal está obedecendo à recomendação, porque estamos fiscalizando todos os dias”, adverte. Ontem, a Defesa Civil doou mais 700 máscaras à Ceasa. Os equipamentos serão distribuídos a carregadores carentes. “Também estamos distribuindo materiais informativos”, completa.

Floristas relatam impacto da estiagem e do novo coronavírus 

Proprietária do Viveiro Fênix, Eliane Berta Larsen comercializa flores, plantas ornamentais, entre outras mudas frutíferas há 25 anos na Ceasa. Com produtos que variam desde roseiras a laranjeiras e bergamoteiras, ela garante que a seca impactou as vendas mais até do que a Covid-19. Conforme Eliane, o Dia das Mães é uma data que historicamente garante boa comercialização de produtos. “A gente vendeu 30% do que vendeu em outros anos, na mesma data. Em função do novo coronavírus, muitos comércios não estavam abertos. A gente conseguiu vender mais para o público que estava aqui, público interno”, frisa. Com a parceria do marido José Roberto, e das filhas Ketcy e Birky, que ajudam eventualmente, Eliane afirma que é preciso se adaptar às exigências do mercado. Às terças, quintas e sextas-feiras ela deixa São Sebastião do Caí, onde reside, para tocar o negócio.

Encomendas de maior porte, no entanto, sequer saíram do papel. Ela garante que a recomendação ao comércio de atender um cliente por vez e evitar aglomerações também impactaram o negócio. “Grandes vendas não conseguimos fazer para os estabelecimentos venderem, porque eles ficaram com medo”, reforça. Outra questão que prejudicou as vendas foi a estiagem. “A flor esse ano prejudicou bastante, esses 30% de vendas salvaram o custo. Com a chuva dos próximos dias, esperamos recuperar porque pessoal gosta de plantar. O que a gente mais conseguiu vender é compostagem, que é terra para o pessoal fazer hortas em casa. Mudas de chá e tempero vendemos bem, mas a venda de flores e plantas parou muito”, observa.

Há 16 anos, a proprietária da Granja Silva, Tânia Silva comercializa frutíferas e plantas ornamentais na Ceasa. Ela reforça que os efeitos da estiagem prejudicaram o setor mais do que a pandemia de Covid-19. “Muita gente que estava em casa com vontade de plantar não conseguiu porque estava muito seco. Agora está normalizando”, destaca. Ela calcula que os prejuízos no negócio sejam de 30% nesse época. “A estiagem prejudicou mais que o coronavírus”, compara.



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Fonte www.correiodopovo.com.br

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