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O uso de máscara diminui a propagação do coronavírus- Blog Giga Medical

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No dia 19, O TEMPO noticiou que, após a polêmica envolvendo a criação de multa de R$ 80 para quem não usar máscaras nos espaços públicos de BH, a prefeitura deve encaminhar, nos próximos dias, projeto de lei à Câmara sobre o assunto. Não vou entrar no mérito da multa, embora admita que ela deva ser repensada.

Médicos afirmam que o uso de máscara de fato diminui a propagação do novo vírus. Pois bem. Neste ultimo fim de semana, como de costume, saí à rua, se não para fortalecer o físico, pelo menos para espairecer o espírito, como ainda se diz com frequência. Que fazer, afinal, diante dessa cruel pandemia, mas, sobretudo, desse pandemônio político que se instalou no país faz tempo, no qual a direita raivosa, radical e antidemocrática resolveu exibir sua carteirinha e expelir seus requintes de morbidez? Simplesmente andar e, se os joelhos permitirem, correr.

O exercício físico faz esquecer outros tempos, difíceis também, quando conheci (sem saudosismos!) homens públicos que se dedicavam à política com dignidade pessoal, decoro, austeridade e respeito à ética.

Andar é muito bom. Em mim, faz reacender, quem sabe, por meio do velho suor benfazejo, a esperança que sempre nutri por este país, que tinha (e tem, sem dúvida) tudo para dar certo, mas que vai se perdendo entre meus velhos e cansados dedos a cada dia que passa.

Procurei escolher, dessa vez, outros (dois ou três) bairros da região Centro-Sul. Os impactos que senti, com relação ao primeiro, me levou a não descer do carro. Estava diante de verdadeira e perigosa aglomeração. Em relação aos outros dois, ocorreu, também, a mesma coisa. Nos três, boa parte dos “ditos atletas”, uns correndo, outros andando com mais pressa, não usava máscara. Os que corriam sem ela – e estes são os “mascarados” de antigamente – passavam ao lado dos “precavidos” deixando as gotículas causadoras da Covid-19. Não estavam nem aí para ninguém. Nem mesmo para si mesmos. Acabei por me dirigir a uma pracinha pouco frequentada, no alto da avenida Afonso Pena, para que, enfim, pudesse caminhar descontraído e sem medo.

Concluí, então, leitor, que os “mascarados” de ontem (segundo os dicionaristas, são os “metidos à besta”…) são os sem-máscaras de hoje. Têm tudo a ver uns com os outros. Alimentam o seu próprio egoísmo. São os donos da vida e da morte. Que importa se a máscara, segundo os entendidos, diminui a propagação do coronavírus? Consideram-se livres, inalcançáveis por qualquer doença. Os outros, ora, ora, os outros que se virem. E, na verdade, os mascarados de hoje são os precavidos, tanto com eles próprios quanto com seus semelhantes.

Lembrei-me, por fim, do nosso ministro da Educação. E do presidente. Têm tudo a ver, não? Que lástima!



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Fonte www.otempo.com.br

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