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Estudo americano mostra que máscara caseira pode ser tão eficiente quanto à profissional | Jornal Nacional

Um estudo científico comprovou a eficiência de máscaras artesanais ou caseiras.

Elas são o símbolo mais visível da luta mundial contra a pandemia. As máscaras são obrigatórias em São Paulo e em várias outras cidades brasileiras, em breve, podem ser também em todo o país. O projeto de lei já passou pela Câmara e agora precisa de aprovação no Senado.

Quem se cuida ainda tem algumas dúvidas. “Com relação ao material, às condições de uso”, diz Gabriela Fernandes, administradora.

Supratik Guha, engenheiro molecular e professor da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, é um dos autores do primeiro estudo científico sobre a eficácia das máscaras caseiras.

“Em nossos testes, observamos a eficiência da filtragem em diferentes tecidos”, explica.

Com a ajuda de uma máquina, os pesquisadores simularam, em laboratório, os diferentes tamanhos de gotículas que saem da nossa boca quando falamos, tossimos ou espirramos, por exemplo. E avaliaram a capacidade que dez tipos de tecido têm de filtrar essas partículas.

O algodão apresentou o melhor desempenho: filtrou, em média, 64% das gotículas menores e 82% das maiores. O cetim, por sua vez, só foi capaz de segurar 14% das partículas menores e pouco mais da metade das maiores.

Os pesquisadores americanos também analisaram a combinação de tecidos e a sobreposição de camadas. E fizeram uma descoberta surpreendente: dá para fazer em casa, gastando pouco, uma máscara tão eficiente quanto a chamada N-95, usada pelos profissionais de saúde.

É fácil. São duas camadas: uma de algodão grosso, tipo 600 fios, e uma de seda ou chifon – usados na confecção de vestidos de festa.

O pesquisador explica que um dos tecidos serve como um primeiro filtro e o outro como um segundo, que não deixa passar nada. Ele alerta também que não adianta escolher os melhores materiais e deixar frestas entre a máscara e o rosto. Esses espaços, por menores que sejam, reduzem a capacidade de proteção em até 60%.

Quem usa óculos percebe logo quando a máscara não está bem ajustada ao rosto. Quando se fala ou até se respira um pouco mais fundo, as lentes embaçam. É um sinal de que a máscara não está cumprindo bem a função dela.

Rosana Richtmann, infectologista do Hospital Emílio Ribas, destaca também que é preciso estar com as mãos limpas com álcool gel ou água e sabão e que as pessoas devem prestar atenção ao uso correto da máscara.

“A gente infelizmente anda na rua e vê gente com a máscara com o nariz de fora, máscara aqui no queixo. Isso não tem nenhuma proteção do ponto de vista de filtro. Acho que é mais um uso psicológico da máscara do que efetivo. Então, é importante sim que você use a máscara e cubra muito bem o nariz e a boca”, avalia.

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Fonte g1.globo.com

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