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Mulher é agredida por comerciante no RS por pedir para que funcionários usassem máscara

Uma terapeuta de 58 anos foi mais uma vítima da intolerância e do negacionismo que a pandemia do novo coronavírus tem gerado. Krika Calmon foi agredida por um comerciante da cidade de Caibaté, no interior do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (30), por pedir para que os funcionários da loja usassem máscaras de proteção.

À reportagem da Fórum, Krika contou que procurava uma cadeira de balanço infantil em uma loja do município. Logo na entrada, viu dois homens que não usavam máscaras, então decidiu aguardar para entrar no estabelecimento. Ela chegou a pedir para que um dos homens na porta colocasse a máscara, mas ele teria saído andando pela calçada.

Quando entrou na loja para perguntar sobre o preço da cadeira infantil que gostou, viu que um funcionário que estava no balcão usava máscara na altura do queixo. A terapeuta, então, conta que chamou a atenção para a importância do uso correto da máscara. O homem, então, teria respondido algo que Krika não entendeu – ela é surda – e deu as costas.

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O mulher, então, disse que a loja estava “brincando com vidas” e resolveu fotografar a placa do estabelecimento com o celular. Foi então que, segundo conta, um homem, que seria o proprietário da loja, a abordou, sem máscara. Dentro dos limites de sua deficiência auditiva, ela pode entender que, em tom intimidatório, o homem perguntava se ela precisava de “ajuda”.

“Disse que não precisava, que já estava indo. Ele tomou o celular da minha mão de repente e colocou no bolso dianteiro da calça jeans”, relatou. Krika pediu para que ele devolvesse por mais de uma vez e o homem, então, a empurrou e pegou com força em seu braço.

A terapeuta tem fibromialgia, osteopenite e vasculite – três doenças que causam dores intensas no corpo e que a colocam no grupo de risco da Covid-19.

Quando conseguiu recuperar o celular, Krika foi andando até o petshop de uma conhecida para ligar para seu esposo. “Fiquei mal vista por insistir na prevenção”, relatou.

Ela pretende registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil contra o estabelecimento.



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Fonte revistaforum.com.br

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