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EUA. 60% das máscaras importadas da China com defeito – Observador

Testes feitos pelo National Institute for Occupational Safety (NIOSH, o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional, em português), a agência federal norte-americana para prevenção de lesões no trabalho, parte do CDC (o equivalente americano da DGS), mostram que 60% das máscaras importadas pelo país não cumprem os requisitos necessários de proteção. Como revela o The Wall Street Journal, os testes levados a cabo por este instituto mostram que as máscaras permitem a entrada de pequenas partículas que as comprometem.

Em causa está o modelo de máscaras N95, o padrão americano. Este modelo contrapõe-se ao FFP2, de fabrico europeu, que filtra até 94% das partículas, e ao KN95, de fabrico chinês, que filtra (como o nome diz), teoricamente, 95%, como as N95. De acordo com o divulgado pelo mesmo jornal, em cerca de 60% dos 67 tipos de máscaras que filtram 95% das partículas há defeitos.

Devido a vários estados terem reclamado de máscaras importadas, o instituto levou a cabo os testes e assume que estão “muito preocupados”. Segundo esta análise, há grandes riscos nos hospitais norte-americanos e entre as entidades de segurança que estão a usar este tipo de máscaras. Entre os principais problemas está a forma como estas máscaras importadas se prendem à cara pelas orelhas, um sistema que, de acordo com este instituto, não proporciona pressão suficiente para evitar que pequenas gotículas possam chegar à face.

Hospital de Gaia desmente retirada de máscaras da China

A FDA (a agência federal dos EUA para proteção da saúde pública que permite a venda de comida e equipamentos), tem permitido que se possam utilizar máscaras importadas para combater a pandemia. Contudo, não sendo fabricadas no país têm mais defeitos, diz o NIOSH. Por causa disso, foi emitido um alerta.

No Lawrence General Hospital, no Massachusetts, há vários enfermeiros que utilizaram estas máscaras com defeitos até verem este aviso. Neste caso reportado pelo mesmo jornal, há enfermeiros que temem ter sido contagiados com o novo coronavírus devido a esta falha na proteção fornecida por não “ser verdadeiramente N95”. No resto do país, outras instituições estão já a devolver máscaras devido ao receio criado.

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Fonte observador.pt

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