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estudo mostra que máscaras cirúrgicas são pouco eficientes contra contaminação

Uma nova análise de 172 estudos diferentes apontou que as máscaras cirúrgicas não são a melhor opção no combate à contaminação pelo coronavírus, principalmente para profissionais da saúde. A pesquisa, publicada ontem na revista científica Lancet, chega à conclusão de que o uso de máscaras do tipo N95 seria muito mais eficiente contra a covid-19.

O uso de máscaras cirúrgicas, mais simples e baratas que as N95, segue sendo a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) para profissionais da saúde que não precisem realizar procedimentos de contato mais direto com doentes da covid-19.

A organização chegou a recomendar o uso das máscaras N95 como EPI (Equipamento de Proteção Individual) para todos os profissionais no início da pandemia, mas voltou atrás depois que os estoques do equipamento começaram a rarear por todo o mundo.

A análise publicada na Lancet foi financiada pela OMS e provou que o uso de máscaras N95 oferece 96% de proteção contra a contaminação, enquanto as cirúrgicas resultam em apenas 77%.

Agora, é esperado que a OMS considere mudar suas recomendações sobre o uso da máscara. O órgão mundial não indicava oficialmente o uso do equipamento até 3 de abril, quando a epidemia já havia surgido há mais de três meses na China.

Além dos profissionais da saúde, o uso das máscaras N95 também poderiam proteger melhor e ter evitado mais contaminações em funcionários de frigoríficos e fazendas. Isso porque o equipamento conta com um respirador que ajuda a filtrar a passagem de possíveis gotículas com o vírus.

Assim como as máscaras, também foi possível comprovar a eficácia da proteção dos olhos. Protetores faciais e óculos poderiam diminuir consideravelmente a taxa de contaminação de profissionais da saúde se usados.

Outras conclusões trazidas pela nova análise são sobre os efeitos do distanciamento social como medida de prevenção. A publicação mostrou que a distância de um metro é suficiente para reduzir o risco de contágio de 13% para apenas 3%.

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Fonte noticias.uol.com.br

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