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Friburguenses criam máscaras de personagens animados e com temas locais

A pandemia do novo coronavírus gerou uma crise econômica e sanitária e tem redefinido as relações de venda e consumo. E com a necessidade de evitar o contágio, uma nova febre surgiu: as máscaras personalizadas. Assim, moradores de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, passaram a produzir o item de proteção individual usando estampas de personagens consagrados e de instituições que ajudam a contar a história local.

No meio da crise e da mudança de rotina gerada pelo covid-19, a artesã friburguense Márcia Winter, que realiza artesanato com feltro, viu na necessidade de usar máscaras a possibilidade de não ficar parada e ajudar no combate à pandemia.

“Resolvi tentar fazer para mim e para minha família. Meu marido e sobrinho pediram para fazer de time de futebol. As pessoas viram e começaram a pedir também”, conta.

Márcia destaca que passou a produzir as máscaras de personagens de filmes e de times para dar um tom mais leve ao momento vivido por todos nós. “Estamos em uma situação tão nova e tão complicada. Agora estamos ressignificando as máscaras. As pessoas querem algo que combine com elas, que seja fácil de incorporar no dia a dia. E no caso dos times, ainda representa o clube do coração”, revela.

A artesã afirma que a aceitação dos compradores friburguenses foi acima do esperado. “Elas ficam divertidas, caracterizadas e ainda te protegem. Leva um pouco de alegria para quem encomenda e ainda se torna uma terapia para quem faz”, ressalta.

As encomendas podem ser feitas através do WhatsApp e os itens podem ser retirados no Centro da cidade.

Máscaras de instituições de Nova Friburgo

Já os friburguenses Bruno Pedretti e Felipe Muniz, assim que o Ministério da Saúde liberou o uso de máscara para todos, passaram a buscar a forma correta de se produzir o item de proteção. Ambos perceberam o potencial do negócio e viram na novidade uma forma de manter os empregos de costureiras que trabalham na confecção de um deles, o Felipe. Dessa forma, surgiu a marca Máscara do Bem.

“Tomamos todos os cuidados de higienização e passamos a produzir. Depois, como muita gente passou a fazer as máscaras na cidade, buscamos inovar e fazer parcerias, como foi com o Friburguense”, explica Bruno Pedretti, que também é proprietário de um produtora de eventos.

Ele e o sócio Felipe foram até o diretor de futebol do clube, José Eduardo Siqueira, o Siqueirinha, com quem deixaram uma máscara. Assim, nasceu a ideia de valorizar a identidade do município. O passo seguinte foi produzir o item com estampas das escolas de samba da cidade, assim como de empresas privadas.

“A ideia de criação vai muito do ‘feeling’ tanto meu quanto do Felipe”, diz. “Avaliamos o que seria vendável e buscamos valorizar o nosso município, as coisas que são nossas. Até porque máscaras comuns, como preta ou branca, todos já possuem ou já vendem. Então, a gente tenta segmentar para um lado mais inovador”, detalha.

Ainda de acordo com Bruno, a dupla já vendeu mais de 10 mil máscaras, a maioria por meio do Instagram e do WhatsApp. Também distribuíram para pontos de venda como banca de jornal e farmácia.

Valorizar a identidade local, segundo Bruno, é trazer leveza aos momento complicado vivido pela cidade, e pelo mundo todo. “Esperamos que essa pandemia passe logo e apesar de vendermos máscara, não queremos que esse seja o nosso negócio principal. Desejamos que isso passe logo”, conclui.



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Fonte www.portalmultiplix.com

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