Vice-presidente pega Covid-19 e OAB/MS reforça uso de máscara durante atendimento aos clientes Leave a comment

Vice-presidente da OAB/MS, Gervásio Alves de Oliveira Júnior

Vice-presidente da OAB/MS, Gervásio Alves de Oliveira Júnior – Foto: Divulgação/Gervásio Alves de Oliveira

A pandemia mundial do novo coronavírus (Covid-19) está forçando mudanças na maneira como o mundo trabalha que os efeitos certamente se estenderão muito além da situação atual. Além de setores inteiros potencialmente devastados, como viagens, restaurantes e entretenimento, o impacto da crise também já chegou à área jurídica.

Os tribunais de justiça de todo o País chegaram a adiar as alegações orais e muitos estão cancelando audiências e reuniões não relacionadas a casos, sendo que alguns distritais, criminais e organizações de serviços jurídicos suspenderam o atendimento ou estão se tornando totalmente remotos. Mesmo com todos esses cuidados, muitos advogados estão pegando Covid-19 durante os atendimentos presenciais com os clientes.

Esse foi o caso do vice-presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul), Gervásio Alves de Oliveira Júnior, que testou positivo para a doença depois que se reuniu com um cliente do Mato Grosso. Esse caso acedeu uma luz de alerta na OAB/MS e o presidente Mansour Elias Karmouche mandou reforçar as recomendações junto aos advogados associados o uso da máscara nesse período de pandemia causada pelo novo coronavírus.

“A recomendação é usar máscara e manter o distanciamento dos clientes. Se isso não impedir o contágio, a ordem é adotar a quarentena, tanto pelo advogado, quanto para os demais funcionários do escritório”, destacou Mansour Karmouche, completando que a OAB/MS orienta que toda a advocacia utilize máscara de proteção nos atendimentos e contato com terceiros.

Embora diversos estados tenham optado pela obrigatoriedade da máscara como política pública para reduzir a disseminação do vírus, Mato Grosso do Sul definiu pelo uso de máscara como uma recomendação, tendo em vista que é o Estado com o menor número de casos do Brasil.

Diante da situação, a OAB/MS alerta toda a advocacia da importância de usar a máscara para atendimento ao público, seja no escritório, em audiências, Fóruns, tanto por parte dos profissionais que operam o Direito, quanto por parte dos clientes. Nos estabelecimentos penais, com populações privadas de liberdade e mais vulneráveis a doenças respiratórias, o cuidado precisa ser redobrado, uma vez que a ocupação costuma ser superior à capacidade.

Com o aumento de casos em todo o Brasil, a principal medida de proteção contra a infecção continua sendo o uso de máscara facial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Sabe-se que a transmissão acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo, por isso a importância em usar máscara, lavar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel 70%.

O caso

Em entrevista por telefone com a reportagem do jornal A Crítica, Gervásio Alves de Oliveira Júnior informou que, no dia 26 de maio, foi informado de que um cliente com quem se encontrou dias antes no seu escritório estava com Covid-19. Mesmo sem sintomas, o vice-presidente decidiu fazer o teste e o resultado foi positivo para a doença, o que lhe obrigou a iniciar um isolamento social e determinar uma quarentena para os seus colaboradores, que também fizeram o exame e, felizmente, todos deram negativo.

“Eu recebi no meu escritório para uma longa reunião uma cliente minha, o filho dela e esse novo cliente, que veio do Mato Grosso acompanhado por um outro advogado do Estado vizinho. Apesar de todos os cinco estarem de máscara e terem utilizado álcool em gel na hora que entraram e sempre que manuseavam objetivos dentro da sala, acabamos por nos contaminar”, recorda o vice-presidente da OAB/MS.

Ainda de acordo com ele, dias depois essa pessoa do Mato Grosso ligou para informar que estava com Covid-19 e sugeriu que as demais pessoas que participaram da reunião fizessem o exame para confirmar se tinham ou não contraído o vírus. “Imediatamente, eu, minha cliente e o filho dela fizemos o exame e deu positivo para Covid-19. Mandei os meus colaboradores também fazerem o exame, pois, principalmente a copeira, entrou várias vezes na sala durante a reunião. Porém, graças a Deus, nenhum deles testou positivo, mas, mesmo assim, determinei uma quarentena para todos”, relatou.

Gervásio Alves de Oliveira Júnior explica que está cumprindo isolamento dentro do próprio imóvel e, dentro de mais uma semana, estará completamente curado, devendo receber alta médica. “Os únicos sintomas que eu percebi foram perda de paladar e de olfato. Por enquanto, fico isolado em um cômodo da minha casa para não contaminar os meus familiares. No caso dos meus clientes e funcionários, só falo por telefone ou por videoconferência”, detalhou, completando que em 10 dias deve voltar aos trabalhos.

Na avaliação dele, a Covid-19 é uma doença traiçoeira e, às vezes, mesmo com as pessoas tomando todos os cuidados, acabam sendo contaminadas. “O meu médico me disse que há casos de casais em que só pega a doença, enquanto o outro não se contamina. Lógico que essa doença me atrapalhou, pois, muitos clientes preferem falar pessoalmente mesmo com todo a tecnologia disponível, porém, tudo dá-se um jeito”, finalizou, completando que, apesar dos riscos, os advogados têm de continuar trabalhando, mas, quando um é contaminado, tem a consciência e a responsabilidade para se isolar.

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