Máscara? Álcool gel? Distanciamento social? Especialistas esclarecem porque medidas seguem necessárias em Jaraguá do Sul Leave a comment

Máscara? Álcool gel? Distanciamento social? Especialistas esclarecem porque medidas seguem necessárias em Jaraguá do Sul
Máscara? Álcool gel? Distanciamento social? Especialistas esclarecem porque medidas seguem necessárias em Jaraguá do Sul

Jaraguá do Sul registrou até o dia 1º de junho 129 casos de Covid-19 e dois óbitos em decorrência do vírus. Não é um cenário alarmante, mas também não é momento de relaxar, especialmente com a aproximação do inverno, alertam os profissionais do Hospital São José.

Apesar da utilização dos itens como máscaras, faceshield, luvas, e das rotinas de higienização já estarem inseridas na rotina da população, muitas atitudes ainda furam a eficácia dessas proteções.

O diretor técnico do hospital e médico infectologista Willy Mamoru Hiraga acredita que há uma lógica fundamental na utilização de todas essas medidas que não foi totalmente compreendida: o cuidado com o outro.

“As pessoas têm o conceito de que usam a máscara para não inalar nada, mas é ao contrário”, diz. “O uso da máscara é para você não espalhar”.

Médico infectologista Willy Mamoru Hiraga ressalta importância da população seguir com as medidas preventivas. Foto: Natália Trentini/OCP News

Essa incompreensão é visível, aponta o médico, ao observar muitas pessoas tirando a máscara para tossir ou falar, ou ainda mexendo nela e tocando objetos pela rua.

As secreções que saem da boca e nariz carregam um potencial de proliferar o Covid-19 e precisam ser barradas por essa proteção.

O médico exemplifica mostrando que as máscaras usadas pelos profissionais de saúde conseguem sustentar até um copo de água jogado na parte interna. Mas na parte externa, elas molham facilmente.

Infectologista mostra função das máscaras: evitar que as saliva e secreções espalhem o vírus no ar. Foto: Natália Trentini/OCP News

Ou seja, a missão das máscaras é absorver o que está saindo da boca e nariz, evitando que o agente patogênico flue pelo ar.

Da mesma forma, essa falta de cuidado está no uso das chamadas faceshields – proteções plásticas para o rosto. Sem usar as máscaras de pano cobrindo a boca e nariz por baixo, ao falar ou tossir, a pessoa infectada segue disseminando o vírus no ar.

E muitas pessoas com coronavírus não apresentam nada mais que tosse e nariz escorrendo. Sintomas leves de um resfriado.

O gerente executivo assistencial do hospital Renan Urack Sagrilo ressalta essa falta de entendimento do propósito de responsabilidade comunitária.

“Eu vejo em ambientes, como no mercado, a pessoa usando a faceshield sem a máscara, pensando em se proteger, mas está disseminando igual, ou usando luva. Quem está de luva não passa álcool gel na mão, infecta a luva, tosse, pega em outro lugar e vai transmitindo”, diz Sagrilo.

Como citou o gerente executivo do hospital, o uso de luvas segue exigindo cuidado nos espaços coletivos. Elas não excluem a higienização com álcool gel ao tocar superfícies que possam estar infectadas.

“Há um tempo, logo que começou, as pessoas estavam em pânico”, ressalta Sagrilo.

“O pânico é complicado, mas o descrédito também. Por que aqui está tranquilo, as pessoas acham que é uma bobagem, que não vai acontecer [um surto] e a preocupação é as pessoas deixarem de tomar os cuidados necessários de higienização. A doença ainda está circulando”.

Sagrilo pontua importância de internalizar o cuidado com o outro no uso das medidas protetivas. Foto: Natália Trentini/OCP News

Uma batalha coletiva

“O conceito de cuidar de você e do outro é importante, não só olhar para cada um. A gente tem sempre que fazer o que é bom para o coletivo”, destaca o infectologista, ressaltando especialmente o cuidado com crianças e jovens que podem espalhar um vírus fatal para os grupos de risco.

O médico ressalta que as ações de prevenção seguem sendo importantes, especialmente no inverno, onde aumenta o confinamento e, assim, as chances de proliferação.

À população, cabe a consciência de que o vírus vai seguir circulando e exigindo esse esforço coletivo enquanto não houver uma vacina, avalia Hiraga.

“O conceito da máscara, higienização das mãos e evitar aglomeração é para cercar todos os espaços onde pode acontecer o contágio”, diz. “Temos que agir no coletivo”.

Para o infectologista, as medidas preventivas foram tomadas cedo e isso contribuiu muito para o plano de “achatar a curva do contágio”, evitando o que foi visto em muitos países e em cidades do Brasil: um número crescente de pacientes graves e os hospitais lotados.

Surtos não estão descartados, especialmente porque é uma somatória do comportamento de cada cidadão. Se mais pessoas manterem as medidas preventivas, menos chance de proliferação.

“A gente torce para que continuem assim. Quem ficar ruim a gente tem como atender. O hospital se preparou para atender muita gente se for preciso, mas espero que não seja necessário usar isso tudo”, pontua o infectologista.

 

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Fonte ocp.news

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