Novo uso de máscaras gera dúvidas Leave a comment

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OMS fez a recomendação para um novo tipo de máscara. Foto: EBC

A nova atualização da Organização Mundial da Saúde (OMS) com orientações sobre o uso de máscaras, na última sexta-feira (5), causou confusão na população, que em sua maioria passou a usar máscaras de tecido, conforme orientação do Ministério da Saúde. Isso porque a nova recomendação prevê mudança na confecção e produção do equipamento, adotado como medida de segurança em muitos lugares.

De acordo com a OMS, a atualização prevê que máscaras caseiras tenham pelo menos três camadas. Na primeira, deve ser usado material absorvente, como algodão. Na intermediária, tecido sintético resistente a líquidos, para exercer a função de filtro. Já a camada externa, deve ser feita com outro material hidrofóbico, como o poliéster.

A recomendação válida no território nacional até então havia sido expedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no dia 3 de abril. Mesmo tendo sido divulgada a produção artesanal com apenas duas camadas, o texto da agência também já orientava o produto manufaturado com três instâncias, sendo uma camada de tecido não impermeável na parte frontal, tecido respirável no meio e um tecido de algodão na parte em contato com a superfície do rosto.

Entretanto, a principal diferença entre as duas recomendações é quanto ao tipo de tecido. Na orientação da OMS, o aconselhável é utilizar três tipos diferentes de tecidos. Já no relatório da Anvisa, era sugerida, preferencialmente, a utilização de tecidos que contenham algodão em sua composição, bem como tecidos sintéticos apropriados.

O efeito protetor por máscaras é criado por meio da combinação do potencial de bloqueio da transmissão das gotículas, do ajuste e do vazamento de ar relacionado à máscara, e do grau de aderência ao
uso e descarte adequados da máscara transmitida também para leigos, incluindo crianças, apesar do ajuste imperfeito e da adesão imperfeita

Anvisa

O uso de máscaras caseiras ganhou mais força no Brasil, após o Ministério da Saúde descentralizar a compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), permitindo que estados e municípios adquirissem conforme as necessidades. Além disso, foi identificada escassez de EPIs em diversos países, em especial das máscaras cirúrgicas e N95/PFF2, para o uso de profissionais nos serviços de saúde.

Eficácia

Além da forma de confecção, a principal mudança na atualização da OMS foi na ampliação do uso para pessoas saudáveis em locais com alta probabilidade de transmissão e em situações em que não há como fazer o distanciamento social, como o transporte público. Antes, a entidade afirmava que não havia evidências suficientes que embasasse o uso de máscaras para pessoas assintomáticas.

No dia do anúncio da ampliação, a líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove, recomendou que o uso de máscaras caseiras sejam “parte de um pacote abrangente”. Segundo a entidade, apenas as máscaras não são suficientes para evitar a disseminação do coronavírus. Desta forma, a utilização delas deve ser acompanhada de outras recomendações sanitárias, principalmente com relação a higiene das mãos e o distanciamento social.

Para o infectologista e coordenador de Controle e Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe-Uerj), Marcos Junqueira Lago, a atualização da OMS não passa de uma sofisticação do método já regulamentado pela Anvisa. Segundo o especialista, a máscara já utilizada por grande parte do público, com apenas duas camadas, também pode ser considerada útil.

“Quando faz uma nova recomendação com no mínimo três camadas, você cria uma dificuldade para a população. Já havia regulamentação de que a máscara caseira não poderia ser usada dentro do ambiente hospitalar. Isso continua correto. Mas sim para você usar na rua, na farmácia, no mercado. Essa criação de padrões para as máscaras caseiras serem mais sofisticadas prejudica o entendimento. E todo mundo que já comprou ou fez? Isso acaba sendo um desestímulo para usar a máscara”

Marcos Junqueira Lago, infectologista da Uerj

De acordo com o especialista, a máscara caseira – mesmo com duas camadas – é um importante aliado para evitar a transmissão do coronavírus. Para Lago, além do caráter sanitário de evitar a propagação desacelerada no vírus, o equipamento também tem uma função psicológica de reprimir o toque das mãos no nariz e na boca.

“O que a gente sabe é que o importante é usar a máscara. Isso faz com que você, no início do sintoma, ou seja, expelindo o vírus em pouca quantidade, não passe para outra pessoa. A máscara caseira não impede que você se infecte, mas evita que você passe. E tem uma segunda função direta que evitar colocar a mão no rosto, no nariz e na boca, diminuindo o risco de contaminação”, completou.

Niterói

Em Niterói, máscaras de tecido foram distribuídas à população. Foto: Ascom Niterói

O uso de máscaras em na cidade é obrigatório pelos próximos três meses, de acordo com a lei sancionada no dia 21 de maio pelo prefeito Rodrigo Neves (PDT). A multa administrativa em caso de descumprimento da medida é de R$180, podendo ser dobrada na reincidência.

Desde abril, a Prefeitura já investiu a quantia de R$1,95 milhão na compra de um milhão de máscaras, distribuídas para a população. O primeiro lote com 500 mil foi comprado no dia 4 de abril, pelo valor de R$1 milhão, o que representa um gasto de R$2 por máscara.

O segundo lote foi dividido em duas compras de 250 mil máscaras. Cada extrato foi emitido no valor de R$475 mil, totalizando R$950 mil.



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Fonte plantaoenfoco.com.br

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