Conselho Regional de Medicina alerta para falta de medicamentos para tratamento de Covid-19 Leave a comment

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O presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Carlos Isaia Filho, detalhou uma nota de apreensão que o conselho emitiu sobre a falta de medicamentos para o tratamento de Covid-19 nos hospitais gaúchos. “Se o médico não tem aquele medicamento para o seu trabalho, ele não poderá desempenhar bem o seu trabalho e colocará em risco o seu paciente”, sustenta, em entrevista ao “Redação no Ar”.


ouça a entrevista

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A preocupação do Cremers diz respeito ao desabastecimento de medicamentos sedativos e anestésicos utilizados em ambiente hospitalar no manejo de pacientes com Covid-19 e de outras condições clínicas que necessitam de ventilação mecânica.

Médico Carlos Isaia Filho, presidente do Cremers (Foto: Divulgação)

Conforme Isaia Filho, profissionais relataram primeiro falta de medicamentos em Porto Alegre e, agora, o problema se expande para o interior do estado. “Isso fez com que nós nos atentássemos a isso e solicitássemos para que houvesse maior preocupação das autoridades nacionais e estaduais sobre essa questão”, destaca ele.

Um levantamento do Conselho Nacional de Secretários da Saúde também apontou para falta de remédios em outros estados. Em função disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) credenciou novos laboratórios para a produção dos fármacos em falta.

“Nossa expectativa é que esse problema possa ter uma solução rápida, senão pode impactar todo o atendimento médico no que tange à pandemia”, destaca.

Falta de leitos

O médico Carlos Isaia Filho falou também sobre a falta de leitos hospitalares. “A escassez de leitos de UTI é histórica. Antes da pandemia ela já acontecia, infelizmente”, lamenta. Por isso, o Cremers lançou diretrizes para subsidiar os médicos sobre como proceder em caso de superlotação das casas de saúde. Atualmente, a taxa de ocupação dos leitos no Rio Grande do Sul é de 71%, e em Lajeado, 73,3%

“É uma escolha muito difícil, mas, a partir do momento que essa decisão pode ser alicerçada em critérios já previamente definidos e muito bem estudados, essa escolha pode ser feita de uma forma mais tranquila”, destaca, analisa o presidente do Cremers, ao falar sobre a competição por leitos em casos de superlotação do sistema hospitalar.

Números do Ministério da Saúde

Carlos Isaia Filho mostra preocupação com os números relativos ao coronavírus. O Ministério da Saúde postergou a divulgação, retirou o Portal da Transparência (depois recuou) do ar e manifestou interesse em recontar as mortes por Covid-19.

O presidente do Cremers diz que dados confiáveis são importantes para que gestores públicos possam planejar o emprego de recursos e estabelecer ações de combate e prevenção à doença. “Dados que não são confiáveis vão levar a estudos também não confiáveis, e ai quem sofre é todo um sistema populacional e de gerencia dessa pandemia.”

Texto: Tiago Silva
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Fonte independente.com.br

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