Uncategorized

Vereadores tentam entrar em hospital do PV e Polícia Militar é acionada | carlos-mazza

Blog Giga Medical



Vídeo do momento em que vereadores tentam entrar no PV viralizou nas redes sociais
Vídeo do momento em que vereadores tentam entrar no PV viralizou nas redes sociais

Os vereadores Sargento Reginauro (Pros), Julierme Sena (Pros) e Márcio Martins (Pros) tiveram entrada barrada nesta sexta-feira, 12, no hospital de campanha do estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Alegando que estavam no local para fiscalizar a unidade, os três insistiram em entrar na área hospitalar e a Polícia Militar precisou ser acionada.

Nas redes sociais, os vereadores classificaram a ação da gestão do hospital como “abuso de autoridade e obstrução da lei”. “Enquanto a população morre sem leitos, soubemos que apenas 60 dos 225 leitos estão ocupados”, publicou Reginauro. Ele argumenta que os vereadores chegaram ao local com um mandado judicial em mãos, que autorizaria a fiscalização.

Segundo a Prefeitura de Fortaleza, a entrada dos vereadores foi barrada pois eles não tinham autorização para trânsito dentro da área hospitalar. A gestão destaca ainda que os vereadores não fizeram comunicação prévia da vistoria, e que a decisão judicial que traziam dizia respeito à obra de construção do hospital, e não ao funcionamento da unidade em si.

A gestão do hospital decidiu chamar a Polícia Militar após um dos vereadores ameaçar entrar na unidade aproveitando o momento em que alguma ambulância chegasse ou deixasse o local. Imagens dos parlamentares discutindo com servidores da gestão e com os policiais militares circularam nas redes sociais durante a tarde desta sexta-feira.

“Qual o problema de visitar um órgão que é público, que é nosso, do povo de Fortaleza?”, questiona Julierme Sena em uma das imagens. “Nós não precisávamos nem de ordem judicial para entrar aqui”, destaca Márcio Martins, em outra.

“Filmar leitos vazios”

Segundo Márcio Martins, a intenção da visita era filmar o interior da unidade para mostrar a “ociosidade e subutilização” de leitos do hospital. Segundo Martins, ele recebe constantes denúncias de pessoas precisando de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto o Hospital do PV está “com mais da metade de sua capacidade ociosa”.

O vereador argumenta que ele próprio teria acionado a PM por duas vezes, em tentativas de entrar no estabelecimento. A Prefeitura de Fortaleza reafirma, no entanto, que foi ela que acionou os agentes de segurança no caso. “Não havia qualquer justificativa plausível para a autorização da entrada”, diz a assessoria de imprensa da gestão.

A ação ocorre um dia após o presidente Jair Bolsonaro recomendar, em transmissão ao vivo, que seus seguidores invadam hospitais públicos para filmar leitos vazios. Nesta sexta-feira, um grupo invadiu, a socos e pontapés, a ala para Covid-19 do hospital Ronaldo Gazolla, do Rio de Janeiro, chegando a quebrar equipamentos e assustando pacientes.

Leitos ociosos

A Prefeitura de Fortaleza destaca que, em um mês de funcionamento, o hospital do PV atendeu mais de 1000 pacientes, com 800 deles já tendo recebido alta. A gestão destaca ainda que, durante parte do período em que ficou em funcionamento, o hospital operou com 100% da capacidade.

Atualmente, estão ocupados apenas 68 dos 280 leitos disponíveis, o que a gestão atribui como “resultado das medidas de lockdown impostas no município”. A gestão destaca ainda que, durante parte do período em que ficou em funcionamento, o hospital operou com 100% da capacidade.

De acordo com a plataforma IntegraSUS, que reúne indicadores da Covid-19 no Ceará e dispõe de informações sobre ocupação de leitos, o número de leitos ativos no hospital do PV atualmente é de 136. Conforme dados atualizados às 20h05min desta sexta-feira, 12, são 34 leitos de UTI e 102 de enfermaria. Destes, nove leitos de UTI estão ocupados, contra 51 de enfermaria. (colaborou Matheus Facundo)


Giga Medical – Trazendo o melhor em equipamentos de proteção e hospitalares

Fonte mais.opovo.com.br

Related Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *