Sem máscara, apoiador de Bolsonaro detido por calúnia contra autoridades, continua nos arredores do Palácio do Planalto | Distrito Federal Leave a comment

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Mesmo após ser detido pela Polícia Civil do Distrito Federal, o apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Renan Silva Sena, continuava nos arredores da Praça dos Três Poderes, em Brasília, nesta segunda-feira (15). No domingo (14), o engenheiro eletricista e ex-funcionário do Ministério dos Direitos Humanos foi detido por calúnia e injúria, depois de divulgar um vídeo com ofensas aos presidentes da Câmara e do Senado Federal, a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governador Ibaneis Rocha (MDB).

Durante a tarde desta segunda, o G1 encontrou Renan Silva Senna sem máscara e vestido com uma camiseta amarela do partido Aliança Pelo Brasil com a frase “100% Bolsonaro”. Ele estava junto a um grupo de apoiadores do governo federal em um estacionamento, atrás do Panteão da Pátria e não falou com a reportagem.

O uso da máscara é obrigatório em áreas públicas da capital desde o dia 30 de abril. Quem for flagrado sem o acessório pode ser multado em R$ 2 mil, além de responder pelo crime de infração de medida sanitária. A pena, neste caso, pode chegar a um ano de prisão.

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Para ter acesso ao estacionamento onde Renan Sena está é preciso passar pelo Panteão da Pátria — Foto: Afonso Ferreira/G1

No local onde a reportagem encontrou Renan, havia pelo menos cinco carros estacionados e ao menos dez pessoas conversavam. Uma delas, uma mulher carregava a bandeira do Brasil e usava a máscara no queixo.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do DF, com o DF Legal, com a Polícia Civil, com a Polícia Militar e com o Palácio do Buriti, para saber sobre o descumprimento do decreto que determina o uso obrigatório de máscara, mas nenhum dos órgãos haviam respondido até a publicação desta reportagem.

No Museu Histórico de Brasília, uma viatura da Polícia Militar fazia o policiamento — Foto: Afonso Ferreira/G1

Durante o tempo em que o G1 esteve na Praça dos Três Poderes, o grupo de Renan Senna falava sobre as ações e atitudes do presidente Jair Bolsonaro. Próximo do local, no Museu Histórico de Brasília, um carro da PM fazia o policiamento, com dois militares.

Renan Silva Sena foi detido pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), no domingo (14). Em um vídeo que circula nas redes sociais, ele faz ataques contra os presidentes da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), além de Ibaneis Rocha e Dias Toffoli (veja vídeo abaixo).

Ao citar “ameaças” ele se refere ao decreto que fechou o acesso à Esplanada dos Ministérios no domingo. A medida foi publicada na noite de sábado (13), por “risco de agravos à saúde pública” e para evitar atos antidemocráticos e inconstitucionais.

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Renan Sena xinga autoridades dos três Poderes durante protesto na Esplanada

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Ainda no vídeo, o apoiador de Bolsonaro afirma que foi “ameaçado” por órgãos de segurança. Ele afirma que vive em uma “ditadura comunista” e chama autoridades de “bandidos”.

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Após o episódio, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli apresentou representação contra Renan Silva Sena à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), “por ataques e ameaças ao Supremo Tribunal Federal e ao Estado Democrático de Direito”.

Ainda no domingo, a Polícia Civil do DF apreendeu o celular de Renan Sena. Os investigadores aguardam autorização da Justiça para analisar conversas, dados e imagens encontrados no telefone dele. O material pode ser incluído no inquérito policial, ou dar origem a novas investigações, afirmam os policiais.

O engenheiro eletricista foi liberado após assinar um termo de comparecimento em juízo.

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Vídeo mostra confusão com manifestante vestido de verde e amarelo

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O grupo fazia um protesto silencioso, carregando 55 cruzes, que representavam os profissionais mortos durante o trabalho na linha de frente ao combate à Covid-19. As agressões foram filmadas.

Renan Silva xingou e empurrou duas enfermeiras. Dois dias depois, ele foi substituído por outro funcionário terceirizado no Ministério dos Direitos Humanos. Naquela data, a pasta informou que ele havia sido contratado em 5 de fevereiro e que, desde 7 de abril, “estava em trabalho remoto diante da pandemia”.

Empresária agrede enfermeiros durante protesto no DF

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Renan Sena também apareceu gritando com os enfermeiros. “Vocês consomem o nosso fruto do suor, nós construímos essa nação”, disse.

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

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Fonte g1.globo.com

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