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Backer: ‘Sinto falta de amigos, família e de praticar mountain bike’, diz vítima

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Após seis meses internado, representante comercial Erico Lucke tem alta hospitalar e deseja que a Justiça seja feita

Fé e positivismo. Esses foram os dois principais aliados do representante comercial Erico Lucke, 50, uma das vítimas de intoxicação alimentar após ingestão de cerveja da marca Backer que teve alta hospitalar nessa segunda-feira (15). Ao todo foram seis meses de internação, sendo 82 dias no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), 45 dias no quarto do hospital e outros 45 para a recuperação física. 

“Sempre houve uma esperança. Eu sei que eu entrei forte nesse ciclo. Eu entrei de corpo forte e alma fechada. Eu sabia que tudo ia dar certo”, afirma. Na saída do Hospital Paulo de Tarso, no Bairro São Francisco, região da Pampulha, Erico se apresenta de cadeira de rodas e debilitado, mas feliz com a saída do hospital que contou com balões e palmas dos funcionários. 

Entre as saudades ele destaca que sente falta da família que mora em Rio Claro, no interior de São Paulo, dos amigos e também do seu hobby. “Sinto falta dos meus amigos, do contato da minha família e de poder voltar a praticar mountain bike que eu pratico já há muitos anos e que infelizmente foi interrompido pelo caso da cerveja Backer”, conta.

Natural de Rio Claro, Erico conta que ingeriu a cerveja ainda no final do ano passado. Em Belo Horizonte, ele possuía um apartamento alugado no bairro Buritis, na região Oeste, bairro em que foram registradas pelo menos outras nove vítimas de intoxicação por cerveja. A Belorizontina tinha se tornado a bebida preferida dele para as horas de lazer. 

“Eu já era consumidor da cerveja há seis meses. Eu gostei muito dessa cerveja, tanto que era a cerveja preferência”, conta.

Debilitado

Acostumado a praticar esportes, Erico Lucke agora se vê com dificuldade de locomoção e outras sequelas geradas pela intoxicação. “Eu tenho problemas de rim. Eu tinha o rim perfeito e hoje tenho o rim crônico. Eu tenho as mãos e os pés amortecidos por causa do veneno. Tenho paralisia facial e estou fazendo tratamento de fonoaudiologia, mastigo com a boca aberta, enfim”, lamenta o representante comercial. 

Com a vida completamente alterada, Lucke sabe que agora vai precisar de cuidados especiais. Ele evita calcular os custos que terá daqui pra frente devido à continuidade do tratamento, mas espera que a cervejaria dê o auxílio necessário às vítimas. “Sobre a assistência eu estou aguardando até hoje, eu tenho custos de cuidadora, eu tenho que custear apartamento, tem as custas do plano médico, custas que não estão sendo conversadas com a Backer que, aliás, nem entraram em contato com o meu advogado pra isso”, diz.

Justiça

Segundo o advogado que representa as vítimas, André Couto, os gastos com a internação de Erico foram cobertos pelo plano de saúde dele, porém, agora, os gastos futuros com o tratamento terão que ser desembolsados por ele. “Ele vai ter custos com fisioterapeuta, fonoaudióloga, nefrologista, uma série de despesas que a gente vai apresentar nos autos (do processo na Justiça) já que ele está tendo essa alta e que Justiça seja feita, como ele disse”, pontua André Couto. 

Apesar de ainda não saber o gasto mensal com o tratamento daqui para frente, o advogado aponta que o custo pode chegar a R$ 15 mil mensais. “É difícil estimar agora, mas já tem vítimas que apresentaram essas despesas que giram em torno de R$ 12 mil a R$ 15 mil mensais”, aponta.

Inquérito

Na semana passada, a Polícia Civil indiciou 11 pessoas no Caso Backer. Entre as pessoas estão o chefe de manutenção, técnicos e membros do núcleo gestor da cervejaria, além de uma testemunhada que vai responder por falso testemunho e extorsão. 

Ao todo 29 vítimas foram incluídas no inquérito, sendo que oito delas vieram a óbito. A Polícia Civil confirmou nessa segunda-feira (15) que outras 27 pessoas que se apresentaram também como vítimas de intoxicação pela cerveja vão passar por perícia nos próximos dias no Instituto Médico Legal (IML)  de Belo Horizonte. Inicialmente seriam 30, mas três foram descartadas. “Das trinta vítimas iniciais, que não haviam sido incluídas no inquérito, três foram descartadas hoje (15) pela investigação. As demais 27 serão chamadas nos próximos dias para apresentar documentos médicos e serem periciadas no Instituto Médico Legal”, diz a nota da Polícia Civil. 

Após os testes, todos deverão ser ouvidos pelo delegado responsável pelo caso, Flávio Grossi.



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Fonte www.otempo.com.br

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