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protocolo prevê, mas técnicos não precisarão usar máscaras na beira do campo

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Em duas partidas na retomada do Campeonato Carioca, os quatro treinadores em campo foram vistos sem máscaras, contrariando determinação do protocolo Jogo Seguro 2, publicado pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro.

No documento, fica exposto que “o uso de máscaras é obrigatório para todos os que se encontram entre suplentes e comissão técnica”.

No entanto, o entendimento da Ferj e dos médicos dos clubes é de que o treinador é exceção. Apesar do texto acordado, não se vê lógica em ficar de máscara e não conseguir das instruções.

Os profissionais ouvidos pela reportagem lembram que os treinadores na beira do campo já passaram por testes que comprovaram que não estão contaminados.

Por esse motivo o documento não explica exatamente a necessidade de se manter de máscara durante a partida.

Na avaliação dos profissionais dos clubes, ainda, o saldo é positivo. Foram dois jogos em que todos os testes foram negativos e ficou provado que, se o ambiente for controlado, ninguém se contamina.

Assim como os técnicos Jorge Jesus , do Flamengo, e Eduardo Allax, do Bangu, os treinadores de Portuguesa, Rogerio Correa, e Boavista, Paulo Bonamigo, passaram quase todo o jogo sem máscaras. Pelo protocolo da Ferj, apenas jogadores em campo e arbitragem têm a prerrogativa de não usar o item obrigatório.

Os gandulas tiveram até proteção extra, com face shields além da máscara, para não correrem risco na proximidade com os atletas e na limpeza das bolas.

Por meio da assessoria de imprensa, a Ferj informou que, na beira do gramado, os técnicos pode ficar sem máscaras para passar instruções, uma vez que não há outras pessoas próximas a eles. No banco de reservas, no entanto, é obrigatório.

MP questiona, Ferj rebate

O não confinamento de algumas delegações também fez o Ministério Público do Rio de Janeiro agir. O MP RJ enviou ofício pedindo esclarecimentos à Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) quanto à notícia de descumprimento do “Protocolo Jogo Seguro” na partida de quinta-feira entre Flamengo e Bangu, no Maracanã. Segundo o órgão, o rubro-negro não teria cumprido integralmente as diretrizes do protocolo por não ter realizado a concentração dos atletas 48 horas antes do jogo. Algo repetido pelo Boavista cuja delegação se reuniu apenas nesta sexta-feira para a partida.

Segundo o MP, a Ferj teria lançado nova versão do “Jogo Seguro” às vésperas da retomada do Carioca. Em nota, a entidade disse que não houve novo protocolo e esclareceu que não houve o descumprimento. A resposta será encaminhada ao órgão no prazo determinado.

Os clubes que não fizeram confinamento alegam que estão sendo feitos testes rápidos seguros, em substituição ao PCR, que detectam a presença ou não do novo coronavírus em 45 minutos. Flamengo e Boavista, por exemplo, realizaram a testagem nas suas delegações no dia das respectivas partidas.

No site da federação, consta que há uma complementação do protocolo no item 9 (concentração) datada da manhã desta sexta-feira. No texto, há inclusão do Teste Rápido para Antígeno Covid-19, em material coletado do nariz e da faringe.

“A concentração não se faz necessária ou pode ser por tempo inferior a 48h caso seja utilizado o Teste Rápido para e, desta forma, servir como parâmetro de detecção do antígeno viral nas vias aéreas. A comprovação da realização de Teste Rápido para Covid-19 supre, a qualquer tempo, a necessidade de concentração”, diz o adendo.

Na avaliação dos clubes, os responsáveis da câmara técnica de medicina esportiva dos órgãos que questionam o protocolo não possuem qualificação para deliberar sobre as medidas implementadas. O CREMERJ chegou a questionar o Flamengo e a Ferj sobre descumprimento do protocolo, mas o presidente da entidade, Rubens Lopes, emitou nota:

Rubens Lopes da Costa Filho, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, vem a público informar e esclarecer que a denúncia do CREMERJ sobre o descumprimento do protocolo Jogo Seguro encontra-se completamente equivocada e infundada, possivelmente pela precipitação do autor em não analisar os objetivos do procedimento ao qual diz ter sido violado, objetivos esses destinados à realização de testes para a detecção de antígeno referente ao Covid19, cujo resultado seria conhecido em até 48h, justificando a recomendação da concentração, importando não o período ou o prazo da concentração, mas tão somente meio para que fosse permitida a identificação de pessoas com testes positivos, considerados impeditivos de participação na partida. Tais objetivos não foram modificados, à luz da ciência. O que houve, em realidade foi a possibilidade da detecção do antígeno em testes rápidos, por tecnologia não disponível na data da publicação do protocolo, tornando desnecessário o período de confinamento anteriormente sugerido. Ou seja, membros da delegação continuam sendo avaliados por prévios testes específicos, cujos resultados são balizadores imprescindíveis para sua participação no evento, resultados estes que não guardam nenhuma relação com período de concentração.

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Fonte br.noticias.yahoo.com

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