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Assessor do governador do DF é visto sem máscara em festa: ‘Fui levado pela emoção’ | Distrito Federal

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Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra cerca de 20 pessoas sem máscaras participando de uma festa com barraca, bebida e moda de viola, em Planaltina, no Distrito Federal. Entre os convidados está o servidor Pedro Paulo de Oliveira, conhecido como “Pêpa”, que atua como assessor especial do gabinete do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).

O caso ocorreu no último fim de semana. Na gravação, Pêpa aparece cantando uma música sertaneja junto a Tiago Mura, da dupla com Juliano e o artista Robson Ferraz (veja acima).

“Andei lado a lado com a morte por esse mundo a vagar… Eu que era amigo da sorte e companheiro do azar”, diz verso da canção.

À reportagem, o assessor afirmou que foi “convidado para uma reunião na casa de uma amiga”, que tirou a máscara “apenas para cantar” (saiba mais abaixo) e foi “pego de surpresa”. “Eu estou tomando todos os cuidados”, disse.

“Eu tenho preocupado com isso, só que infelizmente esse dia eu fui levado pela emoção e pelo pedido da pessoa. Sou humano e cometi esse erro, mas tentando agradar uma pessoa.”

Questionado pela reportagem, o Palácio do Buriti não comentou o caso.

Pedro Paulo de Oliveira, conhecido como “Pêpa”, atua como assessor especial do governador Ibaneis Rocha — Foto: Reprodução/Rede social

No Portal da Transparência, Pêpa aparece como servidor do DF Legal, órgão responsável, entre outras atribuições, pela fiscalização de irregularidades como aglomerações e a ausência de máscaras durante a pandemia do novo coronavírus.

Em nota, o órgão, informou que “não tomou conhecimento sobre o evento” citado e que, por isso, “não vai se pronunciar”.

Antes de ser nomeado como assessor de Ibaneis, em março deste ano, Pêpa atuava como subsecretário de Difusão e Diversidade Cultural do DF. Atualmente, ele também é segundo suplente do parlamentar Iolando Almeida, na Câmara Legislativa. O assessor concorreu às eleições filiado ao PSC.

Em uma publicação nas redes sociais no dia 29 de maio, Pêpa afirma que “é com base na transparência e respeito às normas e leis que as decisões têm sido tomadas e colocado o DF em situação mais confortável, com números mais baixos [de infecções] do que outros entes federativos”.

Procurado pela reportagem, Pêpa afirmou que foi chamado para o evento por uma amiga e foi acompanhado da esposa, mas que logo foi embora.

“Eu fui em um evento. Não fiz festa nenhuma. Estou eu e minha esposa. Não é nem um evento. É uma casa de família e fiquei lá um momento. Cantei uma música com o Tiago que ele pediu que eu cantasse e fui embora”, disse.

O servidor afirmou ainda que “não tem saído muito” nos últimos dias. “Eu não estou nem saindo por causa desse negócio da pandemia. Estou tão assustado. Acabei de perder um amigo meu agora. Um amigo meu agora. Estou com a família muito sentida mesmo”.

“Se havia 30, 20 pessoas, eu te digo o seguinte: quando eu cheguei lá dentro do evento, da casa dela e vi este número de pessoas, me incomodei. A partir do momento que o menino me pediu para cantar uma música, eu cantei a música, tirei minha máscara só pra cantar a música e fui embora. Essa é a questão”.

Questionado se estava arrependido de ter ido à festa, o assessor do governador se desculpou. “Eu tenho pedido para as pessoas ficarem em casa. Não tenha dúvida disso. É minha responsabilidade social e como pessoa pública. Eu peço desculpas.. Se eu errei, estou aqui pra isso”.

“Eu sei do risco do vírus, não sou nenhuma criança, tá? Sou responsável e sei da minha responsabilidade quanto a isso”, disse.

Coronavírus em Planaltina

Dados dos casos de coronavírus em Planaltina, no Distrito Federal, até a noite de terça-feira — Foto: TV Globo/Reprodução

Planaltina, região onde ocorreu a festa, já registrou 1.115 casos de infecções pela Covid-19 e 24 mortes. O infectologista José David Urbaez Brito, afirma que “a situação continua sendo de extrema gravidade” no DF.

“Quando nós promovemos aglomerações, nós estamos simplesmente acendendo um rastilho de pólvora para o vírus se multiplicar de maneira muito intensa”

O especialista faz um apelo pelo isolamento social. “Nós estamos no meio de uma pandemia da pior de todas as pandemias que nós durante os últimos 100 anos estamos enfrentando por um agente infeccioso extremamente transmissível que se propaga muito rapidamente, sem tratamento, sem vacina e com possibilidade de criar casos muito graves e inclusive a morte”.

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

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Fonte g1.globo.com

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