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Com 87% das UTIs ocupadas, Hospital de Base receberá aporte de R$ 45 mi

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O Governo do Distrito Federal destinou R$ 45 milhões, a título de crédito suplementar, ao Hospital de Base. A movimentação de recursos consta em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal dessa terça-feira (30/06).

De acordo com informações da Sala de Situação, site criado para monitorar o avanço do novo coronavírus no Distrito Federal, apenas oito dos 66 leitos de UTI do Hospital de Base estão disponíveis para novas internações. Ou seja, a taxa de ocupação é de 87%. Os dados foram atualizados às 21h05.

Em toda a rede pública de saúde, o índice é de 62,43%. Ao todo, 503 leitos com respiradores estão reservados para pacientes acometidos pelo novo coronavírus, sendo que 314 estão ocupados.

O número leva em consideração os leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e de Unidade de Unidade de Cuidado Intermediário (UCTI) adulto e neonatal.

No Hospital Regional da Asa Norte (HRAn), referência no tratamento do novo coronavírus, 18 dos 20 leitos de UTI reservados estão ocupados. Há, na unidade médica, 10 espaços classificados como UCTI, todos disponíveis.

O Hospital Regional de Santa Maria concentra o maior número de leitos destinados a pacientes com Covid-19. Na unidade, 90% dos leitos de UTI estão ocupados – 81 de 90. Todos os 10 espaços classificados como UCTI do hospital estão vagos.

A taxa de ocupação das UTIs nos hospitais privados é de 90,67%. De acordo com informações da Sala de Situação, 199 leitos dos 225 reservados para pacientes com Covid-19 estão ocupados.

Confira:

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Divulgação dos dados
Após ofício do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) classificado como urgente, a Secretaria de Saúde solicitou providências para encaminhamento de relatório dos leitos de UTI destinados a pacientes com o novo coronavírus, bem como o número de pessoas com a Covid-19 que esperam pela internação.

A gerente da Central de Regulação da Internação Hospitalar, Ana Aline Freitas, despachou nessa segunda-feira (29/06) o assunto para providências e o atendimento a partir dessa terça-feira (30/06). Os dados devem ser enviados diariamente por e-mail, às 6h30, conforme o documento.

O despacho orienta que a planilha de altas de UTI dos leitos gerais também deve ser remetida ao MPDFT todos os dias após a atualização do plantão matutino.

Em ofício direcionado ao Complexo Regulador da Secretaria de Saúde do DF, o MPDFT disse que, desde 8 de junho de 2020, não recebeu mais os quadros situacionais periódicos que deveriam ser encaminhados pelo órgão.

O documento, assinado por três promotores de Justiça e datado da última sexta-feira (26/06), reitera o pedido para envio dos relatórios de leitos de UTI Covid-19, por unidade de saúde, distinguindo os ocupados, vagos e bloqueados.

A ocupação dos leitos destinados para infectados pela Covid-19 chegou a quase 100% na manhã desta terça-feira (30/06). O relatório interno da Secretaria de Saúde aponta que, às 7h, havia 295 vagas ocupadas, 150 bloqueadas e apenas três disponíveis.

Esses dados são diferentes dos divulgados pela pasta oficialmente, na sala de situação. A Secretaria de Saúde aponta, nessa fonte, que a ocupação dos leitos gerais de saúde chegou a 88%.

Processo judicial
A força-tarefa do MPDFT criada para monitorar as ações de combate ao novo coronavírus ingressou na Justiça para que a Secretaria de Saúde informe, de forma oficial e diária, a ocupação dos leitos por pacientes acometidos pela doença.

No requerimento apresentado nessa segunda-feira (29/06) à 1ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, o MPDFT pede que “o GDF fique obrigado a divulgar no site Sala de Situação apenas dados extraídos dos relatórios diários elaborados pela Central de Regulação de Internação Hospitalar, considerados mais compatíveis com a realidade”

Secretaria de Saúde
A Secretaria de Saúde divulgou nota sobre os dados apresentados na Sala de Situação. No texto, a pasta afirma que as informações “correspondem à real estrutura montada para o atendimento aos pacientes infectados pelo coronavírus e que necessitam de suporte ventilatório”.

A nota afirma, ainda, que a Central de Regulação da pasta trabalha na distribuição das demandas de internação de acordo com o critério de classificação dos leitos de UTI e UCTI adulto e neonatal. “Todos estes leitos possuem suporte ventilatório, pré-requisito indispensável para o tratamento dos casos graves da Covid-19, porém, nem todos estão, obrigatoriamente, cadastrados na Central de Regulação”.

“Portanto a Central só visualiza aqueles que constam na regulação central, ficando os demais, disponibilizados nos hospitais referenciados pela Secretaria de Saúde para atendimento de pacientes do coronavírus”, conclui o texto.

 

 

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Fonte www.metropoles.com

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Abaixo, o G1 reúne o que se sabe, até agora, sobre o incêndio que provocou a morte de duas mulheres e um terceiro paciente não identificado, e também esvaziou uma das unidades de saúde mais importantes do estado.

As duas mulheres que morreram após o incêndio eram pacientes em estado grave internadas no 3º andar do Prédio 1. No espaço destinado a pessoas infectadas pelo novo coronavírus, estavam 23 pacientes hospitalizados quando o fogo começou.

Houve ainda uma terceira morte confirmada pelo Ministério da Saúde na terça à noite, mas não foram divulgadas mais informações sobre a vítima.

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O filho de Núbia, Patrick Machado, afirmou à TV Globo que a mãe tinha uma saúde boa, sem comorbidades, mas que começou a se sentir mal na quarta-feira (21), com sintomas do novo coronavírus. Depois, o estado de saúde dela piorou.

Núbia chegou a ser transferida para o Prédio 2, mas não suportou a troca de local e morreu.

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A segunda vítima, uma idosa de 83 anos, não teve a identidade revelada. A assessoria do hospital informou que ela estava no CTI coronariano da unidade já em estado grave. Ela também não teria suportado a transferência e morreu.

A direção do Hospital Federal de Bonsucesso informou que o fogo começou no subsolo do Prédio 1, por volta das 9h45. No local, segundo o comunicado, ficava o almoxarifado da unidade de saúde, com mais de 30 mil fraldas descartáveis guardadas. Essa seria uma explicação para a dificuldade dos bombeiros em controlar as chamas.

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O Prédio 1 é considerado o principal edifício do complexo hospitalar (veja abaixo o que funcionava em cada prédio). Lá funcionava a emergência e também ficavam pacientes internados. Além disso, era no edifício que eram realizados exames de imagem da unidade de saúde.

O Hospital Federal de Bonsucesso é composto por seis alas – duas delas tem internações.

  • Prédio 1 (onde começou o fogo): Emergência, internações e exames de imagem.
  • Prédio 2: Centro de atenção à mulher, à criança e ao adolescente
  • Prédio 3: Oncologia clínica e perícia médica
  • Prédio 4: Administração
  • Prédio 5: Laboratório, centro de estudos e residência médica
  • Prédio 6: Ambulatório

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Sem certificado dos bombeiros

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A unidade, concluiu o comandante, “não possui certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros”.

“Eu já tinha conversado com o diretor do hospital. O hospital possui duas notificações e dois autos de infração junto à corporação. É muito difícil, quase impossível, interditarmos um hospital com aproximadamente 600 leitos”, contemporizou Monteiro.

Relatório indicava problemas

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No documento, a Defensoria pediu que os gestores dessem explicações sobre a estrutura de combate a incêndios da unidade. Um relatório de abril deste ano indicava que o prédio tinha diversos problemas que poderiam se transformar em um grande incêndio.

Em outro ofício, a DPU solicitou ao Corpo de Bombeiros que apurasse as condições de funcionamento do hospital, e checasse principalmente se havia planos de gerenciamento de riscos e combate a incêndios e situações de pânico.

“O protocolo do estado é que, primeiramente, entre o Corpo de Bombeiro e a Defesa Civil apagando o incêndio e socorrendo as vítimas. Logo após, entra a Polícia Civil com todo o processo de perícia. A fase agora é de perícia. Após a perícia, podemos abrir inquérito para que possamos encontrar o que aconteceu”, comentou o governador.

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