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Pesquisa avalia eficácia de materiais de máscaras para prevenção do novo coronavírus | Mogi das Cruzes e Suzano

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As máscaras de proteção são itens importantes para a prevenção do novo coronavírus e já fazem parte da rotina das pessoas. Escolher o acessório não é tão simples, além do conforto é preciso estar atento ao material.

Nas ruas de Mogi das Cruzes, não é difícil achar quem analise muito antes de escolher a máscara que ache ideal. “Se ela não é muito grossa senão sufoca e você não respira, o desenho e o elástico senão machuca a orelha”, explica a auxiliar administrativa Vanessa Camargo.

Os detalhes apontados por Vanessa são importantes. Mas é preciso observar ainda o tecido e as camadas para que o produto seja eficaz.

A dentista Letícia Lisot usa um tipo de máscara para andar na rua e outro para trabalhar. Como é profissional da saúde, durante o atendimento a proteção é ainda maior. “Uso a máscara N95, protetor facial, óculos de proteção, jaleco e jaleco descartável”, conta.

Para auxiliar a população, pesquisadores do Instituto de Física da Universidade Federal da Uberlândia avaliaram a eficiência de 15 tipos de máscaras. Em um laboratório, eles produziram um fluxo constante de aerossol, utilizando uma máquina e observaram a propriedade de espalhamento de luz desse aerossol. Com a experiência, foi possível saber a quantidade de partículas, por milímetro quadrado, capaz de atravessar o tecido da máscara.

A experiência apontou os seguintes resultados:

  • Máscara N95, cirúrgica, filtro de papel que não é recomendado por causa da umidade e malha 100% algodão – 3 camadas.
  • Malha 100% algodão – 2 camadas, tricoline 97% algodão – 2 camadas e pano multiuso – 3 camadas.
  • Malha 100% algodão 1 camada, tricoline 97% algodão – 1 camada, TNT gramatura 40 – 3 camadas e pano multiuso – 2 camadas.
  • Pano multiuso 1 camada, TNT gramatura 40 – 2 camadas, máscara de confeiteiro.

Segundo o pesquisador da Universidade Federal da Uberlândia Adamo Ferreira Gomes do Monte, a que menos protege é a máscara de TNT gramatura 40 com 1 camada.

“Quando consideramos a eficiência das máscaras, a cor verde (alta) é de alta eficiência, suficiente para andar na rua, comércio, com taxa de 80%. A pessoa fica segura, mas é claro mantendo distância, a máscara vai deixar com eficiência de 80%, mas o aerossol ainda atravessa. Então, a pessoa não pode estar em um lugar contaminado e nem próximos de outros com a doença. No hospital contaminado, não pode deixar passar nada, então o equipamento é de alta eficiência, quase 100%” explica o pesquisador.

Ainda de acordo com o pesquisador, as máscaras precisam evitar que o vírus em suspensão no ar, penetre na boca ou no nariz do usuário, e também precisam prevenir que uma pessoa contaminada, ao falar ou espirrar, contamine as pessoas próximas. A máscara é uma barreira e os profissionais da saúde são mais criteriosos para escolher o produto, especialmente para trabalhar.

Para a população, as máscaras caseiras são mais indicadas e até mesmo confortáveis, desde que sigam as orientações de especialistas. “Quando estamos respirando, queremos que o ar atravesse e a máscara vai filtrar as micro-gotículas e o ar vai passar. Dependendo da máscara é difícil respirar, então tem que encontrar um meio termo. Máscaras cirúrgicas tem uma alta eficiência. A N95 também é de alta eficiência, mas ela prende um pouco ar, porém é a referência melhor no mercado. As máscaras caseiras de duas camadas também protegem, mas com eficiência menor do que a N95 e na rua é suficiente para proteger”, explica o pesquisador.

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Fonte g1.globo.com

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