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Com retrocesso, Campinas pede ajuda de recursos ao Estado – cotidiano

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Prefeito pediu ajuda para governo estadual após lotação do sistema de saúde (Foto: Prefeitura de Campinas)

O prefeito de Campinas Jonas Donizette (PSB) afirmou durante transmissão pelas redes sociais nesta sexta-feira (3), que pediu novamente ajuda para o governo estadual, após aumento no número de casos da covid-19 e a lotação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) na cidade. O anúncio foi feito durante a live onde Jonas adiantou a reclassificação da região de Campinas na fase vermelha- com o funcionamento apenas das atividades essenciais

A decisão pela colocação fase vermelha foi decidida após a região apresentar a lotação de 80,6% da capacidade de leitos. Ontem (2), Campinas atingiu o vigésimo dia com a ocupação no limite.   

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Segundo Jonas, pelo aumento da ocupação hospitalar da cidade, foi cogitado até mesmo trazer para cidade o Hospital de Campanha do Pacaembu – que funcionava na capital e foi desmontado após a melhora no número de casos em São Paulo -, mas isso foi retirado de discussão pela viabilidade e demora da execução da montagem.  

“Troquei mensagem com o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e ele falou de mandar hoje mesmo a estrutura para Campinas, para nos ajudar. Mas depois falando com Carmino (secretário municipal de Saúde), vimos que é mais produtivo mandar o recurso para comprar leitos, que é uma solução mais rápida e efetiva”, declarou.  

O prefeito disse ainda que teve retorno positivo, mas ainda discute o valor que seria disponibilizado como ajuda. Entre os custos do hospital de campanha de Campinas e a expansão de leitos do Ouro Verde a cidade gastaria R$ 12 milhões para o funcionamento em dois meses.  

Em tom de apelo, Jonas disse que as cidades do Interior não receberam o mesmo auxílio que a capital teve durante a piora dos casos, e que Campinas, como município que socorreu a Grande São Paulo também precisa de ajuda neste momento.  

“Quando São Paulo passou por dificuldade Campinas socorreu. Agora precisamos da ajuda, como município já fizemos todos esforços para aumentar, já demos nosso melhor”, declarou.  

Segundo o secretário de Saúde, o recebimento de um novo Hospital de Campanha não seria viável a curto prazo. Carmino ainda citou o esgotamento da Saúde por alternativas para ampliação da capacidade hospitalar na cidade. 

“Nesse momento o momento de pensar no hospital de campanha já passou, não daria tempo de desmontar, trazer para cá, operacionalizar, contratar profissionais. Temos que pensar no sentido de ajuda em recursos. Sabemos que o custo desses pacientes é muito alto, e essa seria uma boa ajuda. Eles sabem que temos condição de cuidar da população, mas precisaríamos de recurso pra expansão. Nós já raspamos o tacho, fizemos sacrifício pra isso”, declarou.

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Fonte www.acidadeon.com

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