Empresa pode demitir empregado que descumpre isolamento e não usa máscara Leave a comment

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Mulher ofende fiscal da Prefeitura do Rio
Mulher ofende fiscal da Prefeitura do Rio . Crédito: Reprodução/TV Globo / Estadão

Trabalhadores que não respeitam o isolamento social e que não usam máscara nas ruas, para prevenir o coronavírus, podem ser demitidos pelas empresas, principalmente se o comportamento vazar nas redes sociais. Especialistas alertam que as organizações estão cada vez mais preocupadas com a imagem na internet e podem dispensar um funcionário se a conduta dele não condizer com os valores da companhia, principalmente agora que muitos estão trabalhando em home office.

Com a pandemia do novo coronavírus, muitas empresas adotaram o trabalho em home office como forma de evitar a proliferação da doença. E, apesar de não estarem sob uma supervisão, os trabalhadores precisam redobrar os cuidados para não serem prejudicados pela má conduta, que inclui o desrespeito ao isolamento social, por exemplo.

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Espírito Santo (ABRH-ES), Atílio Peixoto Soares Júnior, observa que as empresas enxergam seus funcionários como uma extensão da companhia e, por isso, aumentaram a preocupação sobre o comportamento deles fora do ambiente corporativo.

Atílio Peixoto Soares Júnior

Diretor-executivo da ABRH-ES

“Não respeitar a quarentena pode gerar uma demissão porque as organizações estão preocupadas com a saúde do funcionário e orientam que ele fique em casa para se proteger. Se ele vai para balada e se comporta de forma equivocada, está quebrando esse entendimento. Para evitar a proliferação da doença, as empresas isolaram os funcionários em casa e sair compromete a saúde deles e de outras pessoas”

Segundo ele, as organizações não querem vínculo com pessoas que sejam preconceituosas, com extremismo político, principalmente quando esse comportamento é divulgado na mídia e nas redes sociais.

“Não é só a imagem, esse profissional precisa estar alinhado com os valores da empresa em que atua. É importante ter bom senso e coerência entre o que a empresa está sinalizando e o que seus empregados fazem”, afirma.

A especialista em carreira Gisélia Freitas lembra que nenhuma empresa quer ter seu nome associado a um profissional que possui um comportamento inadequado. E quanto maior o cargo deste profissional maior o impacto negativo e relevância do seus atos fora da empresa.

Gisélia Freitas

Especialista em carreira

“Estou sempre falando da importância de mantermos uma boa imagem junto ao mercado e à sociedade de forma geral. Em época de pandemia, não é diferente. Sair sem máscara, desrespeitar isolamento, postagens que instiguem o ódio, tudo é visto como postura inadequada e pode prejudicar a carreira de muitos profissionais”

O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que a contaminação por Covid-19 se caracteriza como acidente de trabalho e, com isso, segundo Gisélia, as empresas redobraram os cuidados e exigências com o afastamento dos colaboradores.

“Muitos estão em home office como medida de proteção, mas socialmente não respeitam o isolamento. Além de prejudicar a empresa caso o colaborador seja contaminado, demonstra mau exemplo para os demais colegas de trabalho. Empresas podem, sim, demitir profissionais que não cumprem exigências de segurança da empresa. Em alguns casos, pode até ser por justa causa se comprovado que a regra era clara, o profissional estava ciente e que gerasse prejuízos para a organização”, destaca a especialista.

Conteúdos postados inadequadamente nas redes sociais prejudicam a imagem profissional e podem, em um dia, destruir a carreira que levou anos para ser construída, conforme observa Gisélia.

“As redes sociais são uma ferramenta poderosa de comunicação que tem sido a força de muitos colaboradores, que ainda não entenderam que sua vida pessoal está associada a sua vida profissional no mercado atual, quando se fala de comportamento e valores. Um trabalhador pode ser punido pela organização por descumprir o isolamento social, uma vez que ele está indo contra as regras de segurança da própria empresa e isso tem consequências graves”, salienta.

O administrador especialista em Gestão de Pessoas e conselheiro do Conselho Regional de Administração (CRA-ES) Robson Brandão Neves alerta que o profissional precisa ter ciência sobre a estrutura da empresa, compreendendo visão e valores dessa organização. São nesses itens que estão estabelecidas regras como respeito, ética e conduta que devem ser obedecidas por todos.

Robson Brandão Neves

Administrador especialista em Gestão de Pessoas e conselheiro do CRA-ES

“Qualquer falha do funcionário pode comprometer a imagem da empresa. As organizações já demitiam um trabalhador por conta do seu comportamento, antes mesmo da crise do coronavírus, e isso permanece. A imagem de uma empresa é um valor intangível, o que torna a marca dela forte. Se a empresa determinou o isolamento social, é uma regra que precisa ser seguida.”

Para a diretora da Selecta, Vânia Goulart, o profissional precisa ter bom senso antes de quebrar as regras de isolamento social. Um outro ponto importante destacado por ela é que a vida de todos, hoje em dia, é pública, principalmente com as redes sociais.

“A pessoa pode ficar famosa em um minuto após uma postagem. Entretanto, não há mais espaço em nossa cultura para o desrespeito. Foi o que ficou claro no caso do Rio de Janeiro: a pessoa perdeu o emprego. Ninguém mais tolera esse tipo de comportamento”, avalia.

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Fonte www.agazeta.com.br

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