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AUJ aguarda retorno do Estado sobre proposta

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Representantes das sete cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) se articulam na elaboração de uma proposta para que a situação da região fosse revista pelo Plano SP.

Basicamente, os municípios solicitaram ao Governo do Estado de São Paulo a emancipação da região do Departamento Regional de Saúde de Campinas, que é composta por 42 municípios e tiveram que regredir à fase vermelha devido aos altos índices de ocupação hospitalar e a evolução da pandemia, no que diz respeito ao número de casos, óbitos e internações.

Procurado, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Campinas informa que não recebeu, até esta quarta (8), a solicitação oficial por parte da Prefeitura de Jundiaí e ressalta que toda e qualquer medida é avaliada pelo Centro de Contingência de Coronavírus de SP.

Para apresentar a proposta junto ao governo do Estado, o prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, presidente do AUJ, e o vice-prefeito de Itupeva, Alexandre Ribeiro Mustafa, se encontraram na última terça-feira (7) com o vice-governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia e com o secretário de desenvolvimento regional, Marco Vinholi. “A nossa demanda é para que a independência do Aglomerado se consolide de modo administrativo, não vinculado à região de Campinas, exatamente por ser essa região responsável por 4,5 milhões de pessoas, com realidades hospitalares, médicas e epidemiológicas distintas da nossa realidade”, disse Luiz Fernando em live assim que saiu da reunião.

O prazo para a devolutiva da proposta depende do governo estadual. Independente da decisão, a reavaliação das regiões por meio do Plano São Paulo são realizadas quinzenalmente. Dessa forma, só será possível saber se o AUJ avançará para a fase laranja ou continuará na fase vermelha na próxima semana.

O ARGUMENTO
De acordo com o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC), o pleito se justifica em razão do AUJ reunir 805 mil habitantes, segundo o último levantamento realizado pelo IBGE em 2018. Além disso, o CEC ressalta que Jundiaí é considerado um município estruturante e de referência no serviço hospitalar do SUS.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio)apoiaram a ação, inclusive enviaram um ofício à Prefeitura de Jundiaí pontuando o posicionamento que defendem. O presidente de ambas as instituições, Edison Maltoni, reforça o comércio como engrenagem da economia local. “Temos condições de sermos protagonistas em todos os setores, inclusive na economia. O comércio é o que mais emprega e não pode ser prejudicado novamente com a proibição de funcionamento”, reitera.

No entanto, o CEC argumenta que o pedido não tem como intuito apenas a flexibilização das atividades econômicas. “O propósito do desmembramento não é pleitear retorno à normalidade, muito menos avaliar superficialmente a gravidade da pandemia, mas sim garantir a autonomia para a região”, pontua o Comitê ao justificar o desmembramento.

EXPECTATIVAS
Mesmo sem um posicionamento da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, as expectativas da região são altas. A Prefeitura de Várzea Paulista defende que o desmembramento será positivo para todo o Aglomerado. “Embora entendamos que haja necessidade de se estender ações preventivas para cidades próximas aos importantes epicentros de contaminação, acreditamos não ser esse o caso da relação Várzea Paulista e Campinas, cidades não-fronteiriças, separadas de mais 50 km e cujas relações, tanto comercial quanto social, são quase irrelevantes. Na mesma linha de raciocínio, Várzea Paulista poderia estar hoje na fase amarela, pois está tão próxima da Capital quanto de Campinas”, diz em nota.

Assim como Várzea Paulista, a Prefeitura de Itupeva defende o descolamento da regïão. “Estamos pedindo a autonomia para que juntos possamos enviar os dados epidemiológicos e estruturais para o governo do estado, com as características próprias dos municípios da nossa Região”, explica o prefeito Marcão Marchi, enfatizando a força da estrutura hospitalar do município.

Dentre as demais cidades do AUJ, Campo Limpo Paulista afirma que também é a favor da medida. Cabreúva, por sua vez, não possui um posicionamento sobre o assunto. Já Louveira e Jarinu não responderam até o fechamento desta edição.

Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/auj-aguarda-retorno-do-estado-sobre-proposta/



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Fonte www.jj.com.br

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Abaixo, o G1 reúne o que se sabe, até agora, sobre o incêndio que provocou a morte de duas mulheres e um terceiro paciente não identificado, e também esvaziou uma das unidades de saúde mais importantes do estado.

As duas mulheres que morreram após o incêndio eram pacientes em estado grave internadas no 3º andar do Prédio 1. No espaço destinado a pessoas infectadas pelo novo coronavírus, estavam 23 pacientes hospitalizados quando o fogo começou.

Houve ainda uma terceira morte confirmada pelo Ministério da Saúde na terça à noite, mas não foram divulgadas mais informações sobre a vítima.

Dois pacientes morrem durante incêndio em hospital do Rio de Janeiro

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O filho de Núbia, Patrick Machado, afirmou à TV Globo que a mãe tinha uma saúde boa, sem comorbidades, mas que começou a se sentir mal na quarta-feira (21), com sintomas do novo coronavírus. Depois, o estado de saúde dela piorou.

Núbia chegou a ser transferida para o Prédio 2, mas não suportou a troca de local e morreu.

Pacientes foram retirados às pressas do Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio — Foto: Reginaldo Pimenta/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

A segunda vítima, uma idosa de 83 anos, não teve a identidade revelada. A assessoria do hospital informou que ela estava no CTI coronariano da unidade já em estado grave. Ela também não teria suportado a transferência e morreu.

A direção do Hospital Federal de Bonsucesso informou que o fogo começou no subsolo do Prédio 1, por volta das 9h45. No local, segundo o comunicado, ficava o almoxarifado da unidade de saúde, com mais de 30 mil fraldas descartáveis guardadas. Essa seria uma explicação para a dificuldade dos bombeiros em controlar as chamas.

Incêndio atinge o Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio

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O Prédio 1 é considerado o principal edifício do complexo hospitalar (veja abaixo o que funcionava em cada prédio). Lá funcionava a emergência e também ficavam pacientes internados. Além disso, era no edifício que eram realizados exames de imagem da unidade de saúde.

O Hospital Federal de Bonsucesso é composto por seis alas – duas delas tem internações.

  • Prédio 1 (onde começou o fogo): Emergência, internações e exames de imagem.
  • Prédio 2: Centro de atenção à mulher, à criança e ao adolescente
  • Prédio 3: Oncologia clínica e perícia médica
  • Prédio 4: Administração
  • Prédio 5: Laboratório, centro de estudos e residência médica
  • Prédio 6: Ambulatório

Incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro — Foto: G1

Sem certificado dos bombeiros

‘Hospital não possui certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros’, diz comandante-geral

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A unidade, concluiu o comandante, “não possui certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros”.

“Eu já tinha conversado com o diretor do hospital. O hospital possui duas notificações e dois autos de infração junto à corporação. É muito difícil, quase impossível, interditarmos um hospital com aproximadamente 600 leitos”, contemporizou Monteiro.

Relatório indicava problemas

Bombeiros trabalham para controlar as chamas de hospital que pegou fogo em Bonsucesso, no Rio. — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

No documento, a Defensoria pediu que os gestores dessem explicações sobre a estrutura de combate a incêndios da unidade. Um relatório de abril deste ano indicava que o prédio tinha diversos problemas que poderiam se transformar em um grande incêndio.

Em outro ofício, a DPU solicitou ao Corpo de Bombeiros que apurasse as condições de funcionamento do hospital, e checasse principalmente se havia planos de gerenciamento de riscos e combate a incêndios e situações de pânico.

“O protocolo do estado é que, primeiramente, entre o Corpo de Bombeiro e a Defesa Civil apagando o incêndio e socorrendo as vítimas. Logo após, entra a Polícia Civil com todo o processo de perícia. A fase agora é de perícia. Após a perícia, podemos abrir inquérito para que possamos encontrar o que aconteceu”, comentou o governador.

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