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Crianças internadas no HUUFMA recebem reforço escolar mesmo em período de pandemia

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Em meio à pandemia, com a suspensão das aulas, a classe hospitalar precisou fazer uma pausa, mas os pacientes da ala pediátrica continuaram desenvolvendo suas atividades com o acompanhamento de profissionais, com uma rotina diária de passar nos leitos e aplicar atividades para, de forma adaptada, manter a continuidade dos estudos das crianças.

Antes de todo o cenário causado pelo coronavírus, as aulas eram realizadas pela Classe Hospitalar do HU-UFMA em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Luís (Semed), em uma sala específica, no 4º andar da Unidade Materno Infantil.

Pelo convênio, cada criança recebia orientação, conforme o planejamento de sua escola de origem, como pontua o professor e gestor do convênio da Classe Hospitalar no HU-UFMA, Jorge da Silva. “Na classe, nós fazemos a ponte com a escola onde essas crianças estão matriculadas, dando um suporte no período em que estão internadas. O perfil do paciente internado no Materno Infantil é diferente, pois mais de 52% dos pacientes são provenientes do interior, e cada um vem de uma escola diferente. Este é o nosso grande desafio: fazer essa conexão com a escola de origem, para que a mesma aula que esteja sendo dada na escola seja dada aqui, simultaneamente”, explica.

Entretanto, com o cenário atípico causado pela pandemia do coronavírus, essas aulas precisaram sofrer adaptações para que as crianças internadas durante todo esse período continuassem recebendo um incentivo no aprendizado. Atualmente, 12 crianças estão recebendo esse acompanhamento, diretamente em seus leitos.

Esse número é muito variável, pois altera de acordo com a quantidade de pacientes internados que estão em condições clínicas de participar. Desde o início da pandemia, cerca de 45 crianças tiveram a oportunidade de receber esse estímulo na beira do leito, lembrando que foi um período de limitação de acesso de pacientes para tratamentos eletivos em função da pandemia.

A pedagoga Wilma Cunha explica como ela está desenvolvendo as atividades: “Estou sempre atenta ao conteúdo a que a criança precisa ter acesso de acordo com sua faixa etária e vou traçando um plano para aplicá-las. Utilizo os materiais disponíveis e, no próprio leito, vou adaptando-os para que o resultado seja satisfatório. Se, por exemplo, ela está na fase de aprender a escrever o próprio nome, buscamos atividades que vão reforçar esse aprendizado e assim vamos tentando oferecer o nosso melhor, com muita dedicação, para que elas não sintam dificuldade quando retornarem para as aulas convencionais nas escolas em que estão matriculadas”.

Um exemplo de superação é o pequeno Erick dos Santos, de quatro anos, que, desde quando estava internado na UTI, recebia a orientação pedagógica e já mostrou grandes mudanças, inclusive no comportamento. Atualmente, encontra-se na enfermaria e demonstra um grande interesse, aguardando ansioso pelas aulas diárias, como reforça sua mãe, Maria Antônia dos Santos: “Ele está há 40 dias internado, fazendo um tratamento renal, e, após o início dessas aulas, eu percebi uma mudança enorme no temperamento e desenvolvimento dele. Aprendeu a escrever seu nome, está mais interessado e sente falta quando a professora demora para vir fazer a aula. Estamos gostando bastante da iniciativa”.

Jorge Antônio pontua o impacto dessas atividades no dia a dia das crianças, que, por motivos de saúde, precisam passar longos períodos fora da escola: “Percebemos um impacto muito positivo, pois não se resume a ocupar o tempo da criança apenas, mas em agregar conhecimento. Ela acaba tendo uma sequência intelectual, e os resultados são muito satisfatórios, com os avanços perceptíveis nas atividades”.



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Fonte imirante.com

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