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Estudantes e professores do Acre criam extensor de máscaras para profissionais da saúde | Acre

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De uso obrigatório durante a pandemia do novo coronavírus, a máscara pode trazer alguns desconfortos para quem precisa usá-la diariamente. Dor de cabeça e nas orelhas estão entre alguns desses incômodos.

Pensando nisso, uma equipe do laboratório de biologia da Universidade Federal do Acre, Campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, no interior, criou um extensor para ajudar as pessoas que passam por esses problemas.

A equipe é formada por professores e alunos do curso. Eles já produziram cerca de 700 equipamentos e distribuíram gratuitamente para os profissionais de saúde da cidade.

Os servidores do Hemonúcleo de Cruzeiro do Sul foram alguns dos beneficiados com a entrega. A gerente administrativa da unidade, Samara Maryssa, agradeceu o empenho dos alunos e professores em nome de todo equipe. Ela aproveitou para deixar uma mensagem de apoio.

“Deixo meu abraço e vamos em frente que as coisas vão melhorar, essa pandemia vai passar e vai ficar só a gratidão por essas pessoas que pensam em nós que estamos na linha de frente desse momento tão difícil”, relatou.

Acessório é usado na parte de trás da cabela e une as duas pontas do elástico da máscara — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

A dona de casa Kellen Natacha, que não usa a máscara constantemente como os profissionais da saúde, já sente o incômodo quando precisa sair.

“Incomoda um pouco porque a gente fala e fica escorregando, o elástico incomoda e sinto muita falta de ar com ela”, destacou.

O aposentado Altemir Costa contou que fica com falta de ar quando usa a máscara. “É desconfortável. Para quem tem problema cardíaco, fica com dificuldade para respirar. Passo mal quando estou com a máscara, demoro pouco na rua e logo volto para casa”, afirmou.

O camelô Leno Oliveira também precisa passar o dia com a boca e o nariz coberto por causa da profissão. “Aperta, dá dor de cabeça e na orelha, e é muito chato passar o dia todo com ela, mas é o jeito devido à pandemia”, acrescentou.

Acessório permite aliviar a pressão causada pelo elástico da máscara — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

O professor Tiago Lucena explicou que o extensor é montado por um pedaço de elástico de aproximadamente 18 centímetros e duas peças de acrílico. O acessório permite aliviar a pressão causada pelo elástico, tornando o uso prologado da máscara mais confortável.

Além disso, pode ajudar pessoas que tenham algum problema congênito ou por acidentes tenham danos permanentes nas orelhas.

“Esse dispositivo funciona como extensor de máscara, permitindo que você utilize a máscara sem necessariamente sente a dor nas orelhas”, complementou.

A produção não para por aí. Com novas parcerias, o objetivo é ampliar a produção para 15 mil unidades para atender as escolas.

“Buscamos parcerias para melhor viabilizar essa interlocução entre a universidade, os poderes públicos estaduais e federias e a sociedade buscando soluções para esse momento”, concluiu.

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Fonte g1.globo.com

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