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Clássico sem máscara – olho no olho – Tom Barros

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Estádio vazio. Diria melhor: sem público. O primeiro clássico Ceará x Fortaleza em circunstâncias assim. Nestes meus 55 anos de batente, que completo em setembro, jamais vi algo parecido. Há alguns anos (faz muito tempo), narrei o clássico maior direto de Baturité, no pé da serra, quando de um amistoso na pré-temporada de ambos. Foi uma festa na cidade. Eu estava do lado de dentro. Bem dentro, no meio da torcida. Hoje, do lado de fora. Bem fora. Vou ver pela televisão como todos os irmãos desportistas. Os dois times passaram por cima de seus adversários na volta. Goleadas iguais (5 x 0) diante de times em crise. Goleadas esperadas. Hoje, imprevisível. Não diria um voo cego. Não. Mas é impossível antecipar alguma coisa. Há brutal diferente de desafio, de exigência, de aplicação. Uma situação é pegar um Barbalha na UTI. Outra situação é pegar o Guarany respirando por aparelhos. Outra situação bem diferente é pegar um adversário do mesmo nível, com o mesmo grau de exigência na performance e na cobrança. Hoje se saberá como cada um voltou mesmo para competir na série máxima. Um clássico sem máscaras. Olho no olho.

Matreirice

Ficou patente que Rogério Ceni e Guto Ferreira não mostraram todas as cartas nos jogos da última segunda-feira. Foi uma espécie de amostra grátis para a torcida. Aquele pouquinho, como prova. O verdadeiro conteúdo é diferente. Entre os próprios atletas o ânimo será outro. Não há público presente, mas eles sabem que o público televisivo é muito maior.

Equilíbrio

Fiquei surpreso com o ritmo e a intensidade que Fortaleza e Ceará demonstraram. Imaginei que, após quatro meses de paralisação, haveria um início mais dosado. Não foi assim. Quero acreditar que os próprios fisiologistas devem estar estudando bem essa parte. Servirá de base para futuras publicações científicas. É uma experiência nova.

Substituições

Não consigo aceitar cinco substituições. Tudo bem, compreendo pela situação emergencial. Mas, pelo amor de Deus, não pensem em tornar efetivo esse número de substituições. Se assim for, a tendência é virar pelada de meio de quarteirão, onde tudo pode e é ilimitado o número de substituições. Horrível.

Exagero

Agora, com a autorização para cinco substituições, lembrei das Copas do Mundo até 1966. Não era permitida substituição. Se o jogador se contundisse e não pudesse continuar, seu time ficava desfalcado. Um absurdo. Só a partir da Copa de 1970 permitiram substituições.

Na Copa de 1958, Jonquet, da França, sofreu contusão. A França jogou com dez atletas o restante da partida. Perdeu de 5 a 2. Na Copa de 1962, Pelé sofreu contusão diante da Tchecoslováquia na fase classificatória. O Brasil jogou com 10 atletas o resto da partida.






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Fonte diariodonordeste.verdesmares.com.br

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