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ala de queimados do Hran tem ralo aberto, chão quebrado e macas destruídas

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Unidade que já foi considerada referência especializada no Distrito Federal, a ala de queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), localizada no 3º andar do prédio, definha abandonada à própria sorte. Inspeção realizada no dia 1º de setembro no local, pelo Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar da Secretaria de Saúde, escancarou o estado de total abandono do setor preparado para internar até 24 pacientes simultaneamente. Fotos atuais, realizadas durante a vistoria, foram enviadas com exclusividade para o Metrópoles.

Embora todos os procedimentos cirúrgicos sejam realizados na unidade, para terapêutica do queimado ou correção das cicatrizes provenientes da queimadura, o setor apresenta macas quebradas, pisos descolados, teto com revestimentos quebrados, ar-condicionado sem funcionamento e ralos abertos. Uma receita para aumentar o risco de contaminações, não apenas dos pacientes, mas também da equipe multidisciplinar de servidores.

Para se ter ideia, a equipe da unidade é responsável pelo pronto socorro de queimados e também pelo ambulatório, o que proporciona uma linha de cuidado desde o momento da entrada do paciente, passando pelo acompanhamento na internação e ambulatório, até sua alta definitiva.

Contudo, a realidade encontrada por aqueles que frequentam o local apenas reforça a escalada de problemas existente dentro da rede pública de Saúde, o que também pode refletir no sucesso do tratamento de quem procura a especialidade.

“O paciente queimado é de extrema complexidade, suscetível a infecções, além do estigma que suas sequelas podem trazer para sua saúde física e mental. Por isso, o ambiente que o recebe e trata deve ser acolhedor e promover segurança. Do mesmo modo, o servidor que atua no 3° andar, deve ter um ambiente de trabalho que promova o mínimo de segurança, que seja agradável e permita a realização do ofício sem danos”, registra o relatório.

Entre os itens observados durante a inspeção, destacam-se maçanetas estragadas; macas de transporte com sujeira aparente; paredes dos banheiros das enfermarias descascadas, com mofos e risco de infecção fúngica; pisos das enfermarias e banheiros com avarias e favorecendo acidentes; ralos dos banheiros com a tampa estragada, sem a possibilidade de fechamento; leite destinado a pacientes em estado grave amarrados com atadura; fios de monitorização e oxímetro com sujeira de sangue antigo.

A equipe do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar constatou ainda armazenamento de psicotrópicos sem nenhuma segurança de acesso.

Veja mais fotos da unidade:

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“Estrutura precária”

De acordo com os inspetores, foi observado que a estrutura física está precária e inadequada para as atividades hospitalares às quais se destina. “Existem muitas não conformidades estruturais graves que dificultam a higienização e favorecem a ocorrência de infecções e contaminações, como mofo nas paredes, presença de rebocos expostos, avarias no piso, paredes, teto e ralos”, apontam os integrantes do Núcleo de Controle.

Ainda segundo o documento, no centro cirúrgico há inúmeras oportunidades e facilidades para quebras de técnica asséptica, como janelas abertas, vazamentos, avarias no teto, parede, pisos e portas, além de cruzamento de fluxo. “Este último se refere a fluxo de pacientes, materiais e resíduos, e consideramos ser gravíssimo”, diz trecho do documento.

“A estrutura também favorece a ocorrência de acidentes ocupacionais dos servidores. São muitos itens com oportunidades de melhorias urgentes e imediatas quanto a condições ambientais que interferem no controle de infecção de serviços de saúde, sendo necessário plano de ações com medidas preventivas e corretivas com envolvimento de toda equipe”, sugerem os profissionais no relatório. Para finalizar, recomendam uma reforma imediata na unidade por completo.

O relatório de inspeção foi encaminhado à chefia da Secretaria de Saúde do DF, para adoção de providências.

O Metrópoles acionou a pasta, que não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem. A matéria será atualizada assim que a secretaria se manifestar oficialmente.

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Fonte www.metropoles.com

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