Uncategorized

Em cerimônia de posse no STF, todo mundo usou máscara, mas não o tempo todo

Blog Giga Medical

BRASÍLIA – Todo mundo estava de máscara, mas não o tempo todo. Os ministros e convidados para cerimônia de posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, usavam o acessório que diminui o risco de contágio pelo novo coronavírus. Mas, quando tinham que discursar, fazer algum juramento, ou até mesmo cantar, tratavam de tirar a máscara do rosto.

Desde segunda-feira desta semana, seis pessoas presentes na posse tiveram resultado positivo para covid-19. O primeiro a comunicar que havia pegado a doença foi o próprio Fux. Depois, mais cinco informaram a mesma coisa: os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luis Felipe Salomão e Antonio Saldanha; a presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Maria Cristina Peduzzi; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; e o procurador-geral da República, Augusto Aras.

Fux falou diversas vezes durante a cerimônia: ao fazer o juramento de posse, ao dar a palavra a outras pessoas, e durante o discurso. Em todas as ocasiões, não usou máscara. Somente o discurso durou mais de 50 minutos. E, em ao menos dois momentos, chegou a dar uma leve tossida.

Das seis pessoas que estavam na mesa central do plenário do STF, três pegaram covid-19: Fux, Aras e Maia. Duas já tinham contraído o vírus antes: o presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. E uma, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, já fez o teste, mas o resultado deve sair apenas na manhã de sexta-feira.

Também falaram na cerimônia o antigo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli; a nova vice-presidente do STF, ministra Rosa Weber; o ministro Marco Aurélio Mello; o procurador-geral da República, Augusto Aras; o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz; e o diretor-geral do STF, Eduardo Toledo. Todos, com exceção de Toffoli, tiraram a máscara para falar. Rosa Weber, após falar sem máscara, fez um cumprimento à distância aos presentes, sem contato físico.

Dois cantores, entre eles Fágner, que interpretou o hino nacional, também participaram da cerimônia. Ao cantarem, nenhum usou máscara.

Divisórias e cadeiras interditadas

O STF tomou algumas medidas para diminuir o risco de contágio. Nas mesas onde sentam os ministros e as autoridades convidadas, havia divisórias de acrílico, instaladas justamente para diminuir o risco de contágio. E todos, exceto quando fizeram uso da palavra, estavam de máscara. Os garçons que os serviram usavam máscaras e protetores faciais, que são aquelas barreiras de plástico colocadas em frente ao rosto.

No plenário havia convidados que, no geral, usaram máscara e ficaram distantes uns dos outros. Parte das cadeiras foi interditada para permitir o distanciamento. Também houve distribuição de álcool em gel em diferentes pontos da Corte, e medição de temperatura corporal de todos os presentes na solenidade.

Fux, que no começo de seu discurso homenageou as vítimas de Covid-19, terminou a cerimônia dizendo que, em razão da pandemia, não haveria os tradicionais cumprimentos que costumam ocorrer nas cerimônias de posse no STF.

Problema com ar condicionado

Em agosto deste ano, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, foi internado com problemas respiratórios, mas os exames descartaram covid-19. No entanto, os médicos do Hospital DFSTar, onde ele recebeu tratamento, recomendaram que o sistema de ar condicionado da Corte fosse avaliado. A suspeita era de que a “pneumonite por hipersensibilidade” tivesse relação com a exposição a fungos, ácaros ou bactérias espalhados pelo ambiente de trabalho.

Versão inicial: contaminação em almoço

A assessoria de comunicação do STF informou na última segunda-feira que Fux tinha pegado a doença, dizendo que a suspeita era de que a contaminação havia ocorrido em um almoço de família realizado no último sábado, após a posse portanto. Depois disso, porém, mais cinco pessoas presentes na cerimônia também confirmaram ter o vírus.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são necessários em média de cinco a seis dias a partir da infecção para alguém apresentar os sintomas, mas isso pode variar de um a 14 dias. O almoço de família e a cerimônia de posse no STF ocorreram respectivamente dois e quatro dias antes da confirmação do diagnóstico.

Nesta quinta-feira, a Corte informou que está em contato com os demais convidados que participaram da solenidade. O objetivo é alertá-los sobre a importância de buscarem serviço médico caso seja necessário.

“O Supremo Tribunal Federal, por meio do setor de Cerimonial, está em contato com os convidados que estiveram presentes à solenidade para alertá-los sobre a importância de buscarem serviço médico, caso tenham se exposto de alguma forma também em outros eventos fora do STF. A Secretaria de Serviços Integrados de Saúde (SIS) do Tribunal também está atenta e à disposição dos servidores para orientá-los sobre eventual realização de testes e procedimentos a serem adotados em casos positivos”, diz trecho da nota do STF.

No texto, Fux também prestou “solidariedade e votos de ampla recuperação aos que eventualmente contraíram a Covid-19”. Mas a nota destacou que o tribunal seguiu rigorosamente todas as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde para a realização da solenidade.

Giga Medical – Trazendo o melhor em equipamentos de proteção e hospitalares

Fonte br.noticias.yahoo.com

Related Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *