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Centros de saúde sem álcool em gel e termómetros | Sociedade | Jornal de Angola

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Matias da Costa |Cuito

Os centros de Saúde do município do Cuito, província do Bié, estão sem álcool em gel para a higienização das mãos e termómetros para a medição da temperatura dos técnicos, doentes e visitantes, constatou a reportagem do Jornal de Angola.


Fotografia: DR

Apesar da inexistência desses meios de biossegurança, os centros dispõem, logo à entrada, de baldes ou bidões com água e sabão para a lavagem das mãos.
O Centro de Saúde do bairro Catemo, apesar de ter utensílios com água e sabão, não possui álcool em gel para a higienização das mãos do pessoal médico, como é recomendado pela Organização Mundial da Saúde. “Aqui cada um deve trazer o seu álcool em gel de casa, porque a unidade sanitária não possui”, confidenciou uma funcionária.

Albertina Cassinda, uma das pacientes que encontrámos no Centro Médico do Catemo, defendeu que as unidades sanitárias devem ter componentes necessários para diferenciar a Covid-19 das demais doenças. A munícipe acrescentou que, com a chegada da época chuvosa, a província do Bié vai registar muitas doenças do foro respiratório, com sintomas idênticos da Covid-19.

“O diagnóstico efectuado nos centros de saúde deve distinguir a natureza de cada doença”, disse, frisando que é urgente haver instrumentos laboratoriais que, em tempo oportuno, descartam ou confirmam que uma pessoa tem o vírus da Covid-19.

Centralidade do Cuito

Nataniel Nalite, técnico de Banco de Urgências do Centro Médico da centralidade do Cuito, disse estarem a

observar uma nova rotina de trabalho. O centro, acrescentou, usa o que tem disponível para a prevenção da Covid-19. “Lavagem das mãos e uso da máscara são obrigatórios”, explicou.
Nataniel Nalite frisou que a deontologia profissional obriga-o a atender pacientes sem máscaras, porque alguns chegam em estado crítico. “O nosso trabalho é salvar vidas, por isso, muitas vezes colocamos a nossa em risco para salvar outras”, disse.

Bairro Piloto

O centro médico do bairro Piloto também tem recipiente com água e sabão para a higienização das mãos e o uso obrigatório da máscara por pacientes e técnicos de saúde, mas, à semelhança dos outros, não possui álcool em gel e aparelho de medição de temperatura.
Sob anonimato, uma técnica de saúde fez saber que alguns pacientes chegam com temperatura alta, acima de 39º e dificuldades respiratórias. “Estes são de imediato encaminhados para avaliação médica, mesmo sem podermos medir a temperatura real, por falta de termómetro”, lamentou.
No Centro Materno-Infantil, a reportagem do Jornal de Angola testemunhou a transferência de pacientes para o novo Hospital Provincial do Bié, onde constatámos a existência de material de biossegurança, logo à entrada, como álcool em gel para os visitantes e pessoal médico.

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Fonte jornaldeangola.sapo.ao

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