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Surto de Covid-19 em penitenciárias de Itirapina soma 150 infectados – Cotidiano

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53 presos e quatro servidores da penitenciária 2 de Itirapina testam positivo para Covid-19 Foto: Gabrielle Chagas/G1

Um surto de Covid-19 nas duas penitenciárias de Itirapina (SP) já infectou até agora 150 pessoas entre detentos e funcionários, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Em média, a cada dez casos de infecção na cidade, seis foram registrados nas duas unidades prisionais.

Segundo o último boletim divulgado pela prefeitura, na segunda-feira (21) a cidade registra 318 casos de pessoas que foram infectadas pela doença que já matou sete pessoas.

Casos nos presídios
Na Penitenciária Doutor Antonio de Queiroz Filho (P1), 20 presos e 18 servidores públicos testaram positivo para a Covid-19. A superlotação aumenta o risco de transmissão do novo coronavírus. A unidade tem capacidade para 538 detentos, mas abriga 804.

Na Penitenciária João Batista de Arruda Sampaio (P2), o número de casos é ainda maior: 110 presos e seis servidores foram diagnosticados com a doença, mas apenas 34 seguem em isolamento social. A unidade tem 1.388 vagas, mas abriga 2.064 presos.

Segundo a SAP, a maioria não teve sintomas e não houve mortes. Mesmo assim, a exposição a um ambiente de risco preocupa quem trabalha nas unidades.

Segurança
O presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo, Fábio César Ferreira, reclama da falta de equipamentos adequados de proteção nas unidades de Itirapina. “Temos recebido denúncia que é distribuída somente a máscara fininha, TNT ou de pano”, disse.

Segundo ele, os servidores deveriam usar máscaras N95. “Temos presos com algumas doenças. Quando vai para o hospital, deveria ter avental. No caso de Itirapina, como tem presos contaminados, o servidor deveria usar avental, uma proteção”, ressaltou.

O coordenador das Unidades Prisionais da Região Central, Jean Carlucci, contestou e afirmou que as unidades têm dotação orçamentária para fazer a aquisição de materiais de proteção.

“Fazemos um controle de estoque de insumos e eu garanto: não faltam insumos. Temos protetor facial para quem vai entrar em contato com esse preso suspeito ou já confirmado. Temos álcool em gel, a máscara. Todas as unidades têm termômetro, tapetes sanitizantes para fazer a desinfecção dos calçados. Os próprios sentenciados também estão recebendo máscaras”, disse Carlucci.  

Testagem
O representante dos servidores públicos afirmou que os testes de Covid-19 nas penitenciárias não são frequentes, o que prejudica o diagnóstico. “A testagem, para ser eficaz, tem que ter uma periodicidade. Alguns estados, países, testam a cada 15, 30 dias e aqui em São Paulo, em algumas unidades, só teve uma testagem. Em algumas unidades, testaram só os presos e não os funcionários. Se não tiver periodicidade, não será efetiva no combate e prevenção à Covid”, disse Ferreira.

O responsável pelas unidades disse que os testes periódicos têm sido feitos somente em presos com sintomas. Ele esclareceu que, graças a um acordo com o Instituto Butantan, as penitenciárias começaram um teste em massa tanto dos detentos quanto dos funcionários que não apresentam sintomas.

“Quando efetuamos teste em massa, nós fazemos de todos os servidores e sentenciados. Com relação aos insumos nas unidades prisionais, é usado nos sentenciados. A saúde da unidade prisional, todo o aparato é vinculado ao sentenciado. O servidor, como a população em geral, vai buscar o sistema de tratamento na rede pública ou particular, privada”, explicou.

De acordo com a SAP, para diminuir o risco de contaminação as visitas presenciais nas penitenciárias do estado estão suspensas desde o início da pandemia, em março. Podem ter acesso às unidades oficiais de justiça, advogados e os próprios servidores.

Máscaras
Sobre a questão das máscaras N95, a SAP informou que elas estão disponíveis para os servidores que têm contato com presos infectados ou com suspeita da Covid e que ela é de uso hospitalar, não é recomendado nas atividades cotidianas das unidades prisionais. A secretaria afirmou que segue as determinações do Centro de Contingência do Coronavírus.  

*Com informações do G1 São Carlos e Araraquara.

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Fonte www.acidadeon.com

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