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Perícia indica que sobrecarga na rede elétrica causou incêndio ocorrido há um mês em hospital | Amapá

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O Corpo de Bombeiros Militar (CBM) divulgou nesta terça-feira (29) que concluiu a perícia que apurou as causas do incêndio ocorrido no Hospital Estadual de Santana (HES), no Amapá, no dia 27 de agosto. A perícia identificou que o fogo iniciou em um aspirador mecânico, durante sobrecarga na rede elétrica.

“A causa do incêndio foi um fenômeno termelétrico, com subcausa sobrecarga. A rede elétrica hospitalar tem uma grande demanda de aparelhos ligados. Alguns aparelhos não suportam esse sobrecarga, e acabam aquecendo. No caso do hospital, foi um aparelho chamado de aspirador mecânico que sofreu essa sobrecarga e causou o princípio de incêndio”, declarou o tenente Alan Cantuária, perito de incêndio.

Tenente Alan Cantuária, perito que investigou incêndio no Hospital Estadual de Santana — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

A suspeita inicial era de que um curto circuito causou o incêndio, ou que um raio teria caído na unidade de saúde. No entanto, a investigação identificou que a combustão aconteceu mesmo porque havia muitos aparelhos ligados na mesma rede.

“Um raio era uma das hipóteses, mas ao fazer a investigação, averiguamos que o dia era ensolarado. Se fosse uma sobrecarga atmosférica, toda a rede hospitalar teria sido comprometida, e não foi o caso. Foi algo pontual, exatamente na sala de traumas”, ressaltou o tenente.

A perícia também viu que a fiação elétrica da sala “estava intacta”, sendo que somente o aparelho aspirador sofreu a sobrecarga. O perito pontuou ainda que o socorro imediato de funcionários do HES evitou uma destruição maior.

Chamas e fumaça desesperaram funcionários e pacientes no hospital de Santana na quinta-feira (27) — Foto: Redes sociais/reprodução

O prédio passa atualmente por reforma, realizada por etapas para um retorno gradativo dos serviços no local – atualmente os atendimentos acontecem em dois prédios próximos do HES. Os ajustes foram anunciados pelo governo do Estado no dia 1º de setembro, financiados com recursos do tesouro estadual.

As intervenções emergenciais são comandadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf). O trabalho será focado na rede elétrica, com troca de transformador, das chaves e de cabos da rede de alta-tensão, e até a instalação de para-raios.

Na área interna, foi prevista reforma da estrutura física da unidade, nos telhados, pisos, revestimentos e pintura.

Governo apresentou projeto de reforma, que será realizada por setor; previsão é que obra siga até fim de 2021 — Foto: William Amanajás/Rede Amazônica

O projeto de reforma do HES estava sendo produzido, segundo o governador Waldez Góes, há cerca de 2 anos, mas, com o incêndio, foi necessária a intervenção emergencial. O plano diretor da unidade estadual consta no planejamento regional integrado do governo, que busca reestruturar a saúde no Amapá.

A previsão é que o ambulatório seja entregue já no início de 2021. O governo estima que a reforma toda prevista termine no fim de 2021; e que o valor total de investimento seja de R$ 25,2 milhões.

Hospital Estadual de Santana, no Amapá, no dia em que prédio sofreu incêndio — Foto: Roberto Guedes/Arquivo Pessoal

*Com informações da Rede Amazônica

ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP:

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Fonte g1.globo.com

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Abaixo, o G1 reúne o que se sabe, até agora, sobre o incêndio que provocou a morte de duas mulheres e um terceiro paciente não identificado, e também esvaziou uma das unidades de saúde mais importantes do estado.

As duas mulheres que morreram após o incêndio eram pacientes em estado grave internadas no 3º andar do Prédio 1. No espaço destinado a pessoas infectadas pelo novo coronavírus, estavam 23 pacientes hospitalizados quando o fogo começou.

Houve ainda uma terceira morte confirmada pelo Ministério da Saúde na terça à noite, mas não foram divulgadas mais informações sobre a vítima.

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O filho de Núbia, Patrick Machado, afirmou à TV Globo que a mãe tinha uma saúde boa, sem comorbidades, mas que começou a se sentir mal na quarta-feira (21), com sintomas do novo coronavírus. Depois, o estado de saúde dela piorou.

Núbia chegou a ser transferida para o Prédio 2, mas não suportou a troca de local e morreu.

Pacientes foram retirados às pressas do Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio — Foto: Reginaldo Pimenta/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

A segunda vítima, uma idosa de 83 anos, não teve a identidade revelada. A assessoria do hospital informou que ela estava no CTI coronariano da unidade já em estado grave. Ela também não teria suportado a transferência e morreu.

A direção do Hospital Federal de Bonsucesso informou que o fogo começou no subsolo do Prédio 1, por volta das 9h45. No local, segundo o comunicado, ficava o almoxarifado da unidade de saúde, com mais de 30 mil fraldas descartáveis guardadas. Essa seria uma explicação para a dificuldade dos bombeiros em controlar as chamas.

Incêndio atinge o Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio

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O Prédio 1 é considerado o principal edifício do complexo hospitalar (veja abaixo o que funcionava em cada prédio). Lá funcionava a emergência e também ficavam pacientes internados. Além disso, era no edifício que eram realizados exames de imagem da unidade de saúde.

O Hospital Federal de Bonsucesso é composto por seis alas – duas delas tem internações.

  • Prédio 1 (onde começou o fogo): Emergência, internações e exames de imagem.
  • Prédio 2: Centro de atenção à mulher, à criança e ao adolescente
  • Prédio 3: Oncologia clínica e perícia médica
  • Prédio 4: Administração
  • Prédio 5: Laboratório, centro de estudos e residência médica
  • Prédio 6: Ambulatório

Incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro — Foto: G1

Sem certificado dos bombeiros

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A unidade, concluiu o comandante, “não possui certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros”.

“Eu já tinha conversado com o diretor do hospital. O hospital possui duas notificações e dois autos de infração junto à corporação. É muito difícil, quase impossível, interditarmos um hospital com aproximadamente 600 leitos”, contemporizou Monteiro.

Relatório indicava problemas

Bombeiros trabalham para controlar as chamas de hospital que pegou fogo em Bonsucesso, no Rio. — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

No documento, a Defensoria pediu que os gestores dessem explicações sobre a estrutura de combate a incêndios da unidade. Um relatório de abril deste ano indicava que o prédio tinha diversos problemas que poderiam se transformar em um grande incêndio.

Em outro ofício, a DPU solicitou ao Corpo de Bombeiros que apurasse as condições de funcionamento do hospital, e checasse principalmente se havia planos de gerenciamento de riscos e combate a incêndios e situações de pânico.

“O protocolo do estado é que, primeiramente, entre o Corpo de Bombeiro e a Defesa Civil apagando o incêndio e socorrendo as vítimas. Logo após, entra a Polícia Civil com todo o processo de perícia. A fase agora é de perícia. Após a perícia, podemos abrir inquérito para que possamos encontrar o que aconteceu”, comentou o governador.

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