Unidade de AVC está mais perto de credenciamento

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Humap-UFMS recebeu vistoria da Sesau na última quinta-feira (22/10) e da Vigilância Sanitária no dia 07/10

A Unidade de AVC (Acidente Vascular Cerebral) do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS/Ebserh), deu um importante passo rumo ao credenciamento da Unidade no Ministério da Saúde no nível 2 (são 3 níveis de tratamento de AVC reconhecidos pelo Ministério.  Na última quinta-feira (22/10) a Unidade de AVC recebeu a inspeção da Secretaria Municipal de Saúde e no dia 07/10 da Vigilância Sanitária para apresentação de documentos, protocolos e instalações. Os documentos e laudos serão remetidos para o Ministério da Saúde.

O primeiro nível é de tratamento trombolítico, ou seja, o Ministério ressarce os medicamentos. No segundo nível são medicamentos mais leitos específicos para AVC. Já o terceiro e último nível inclui serviços diagnósticos complexos, como cirurgias, hemodinâmica e angioplastia, entre outros.

Dia Mundial de Combate ao AVC

O tempo médio para que um paciente com Acidente Vascular Cerebral (AVC) seja medicado em uma unidade de saúde e consiga se salvar, em geral, sem graves sequelas, é de 4 horas e 30 minutos. Informação importante de ser lembrada sempre, mas ainda mais quando se comemora o Dia Mundial de Combate ao AVC (29/10).

“O problema é que muitas pessoas não sabem reconhecer os sintomas de um AVC e, em vez de ligarem para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) – que levará o paciente para a instituição de saúde mais adequada -, acabam indo por conta própria para uma Unidade Básica ou Posto de Saúde, perdendo um tempo precioso”, explica o responsável técnico pela Unidade de AVC do Humap-UFMS, o neurologista Gabriel Braga.

Apesar disso, a Unidade de AVC do Humap-UFMS/Ebserh tem alcançado ótimos parâmetros de desempenho.

No primeiro ano de funcionamento da Unidade, entre maio de 2019 e maio de 2020, foram 286 pacientes internados com AVC. Destes, 73% (209 pacientes) com AVC isquêmico. Dos 209 pacientes, 23% receberam medicação (48 pacientes). No Brasil, a média de pacientes com AVC que consegue chegar a tempo de serem medicados é de 3 a 4%.

O tempo médio da entrada do paciente no Humap até a realização da tomografia é de 15,8 minutos. Já o tempo médio da entrada no hospital até receber a medicação é de 27 minutos.

Sintomas
Os principais sintomas são: fraqueza ou adormecimento em apenas um lado do corpo, dificuldade para falar, confusão mental, dificuldade para engolir, andar e enxergar, tontura, boca torta, dor de cabeça intensa e perda da coordenação motora.

AVCI

O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), conhecido também por derrame ou isquemia cerebral, é causado pela falta de sangue em uma área do cérebro em decorrência da obstrução de uma artéria. O AVCI pode matar ou deixar sequelas (leves e passageiras ou graves e incapacitantes). As sequelas mais comuns são paralisias em partes do corpo, problemas de visão, de memória e de fala.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para o AVC são: tabagismo, colesterol alto e triglicérides, sedentarismo, diabetes, hipertensão e arritmias cardíacas.

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Por: Unidade de Comunicação Social



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Há 10 anos, Symbian era o sistema operacional mobile mais popular do Brasil

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Muitas pessoas que hoje possuem um celular Android ou iOS podem não saber, mas o Symbian OS era o sistema operacional mobile mais popular do mundo antes do Google lançar o Android, em 2008, e a Apple comercializar seu primeiro iPhone, em 2007. Ele foi inicialmente desenvolvido pela Symbian Corporation, que foi comprada pela Nokia em 2008 e se tornou dona do SO.

Com os lançamentos dos seus dois principais concorrentes nos anos seguintes, e a popularização do que hoje chamamos de “smartphones” (“celulares inteligentes”, em tradução literal), no entanto, era apenas questão de tempo para que o Symbian fosse esquecido “no rolê” por fabricantes e usuários, o que aconteceu somente no final de 2010.

Preso no tempo

Mas o que levou o fim do Symbian, o principal sistema operacional para celulares do mundo na primeira década dos anos 2000? Segundo a própria Nokia, “complexidade”. De acordo com relatórios obtidos pelo site BGR em 2013, a estrutura de código do Symbian era muito difícil de lidar e levava um tempo considerável para um dispositivo ser desenvolvido usando a plataforma.

Na época, um porta-voz da empresa disse que se levava 22 meses para lançar um telefone com Symbian, enquanto um smartphone com Windows Phone levava menos de um ano para ser produzudo. Inclusive, esse deve ter sido um dos principais motivos para a Nokia ter “desistido” da sua plataforma e começado a apostar no sistema operacional da Microsoft, em 2011.

Além disso, importante mencionar que, após o lançamento do Android, iOS e Windows Phone, grandes empresas parceiras no desenvolvimento do Symbian, como Motorola, Samsung, LG e Sony Ericsoon anunciaram que estariam migrando para plataformas alternativas, muito provavelmente com o objetivo de otimizar o tempo de produção de seus futuros smartphones.

Muitos acreditam que o Symbian “parou no tempo” quando comparado com os rivais Android e iOS: entre 2008 e 2011, tanto o sistema operacional do Google quanto o da Apple já contavam com suporte a milhares de aplicativos, enquanto os desenvolvedores de aplicações não demonstravam vontade em apostar na plataforma da Nokia.

Decadência esperada

A queda do Symbia já havia sido prevista pelos analistas para o fim da década dos anos 2000, quando a Apple havia vendido cerca de 14 milhões de iPhones e os smartphones Android somaram, em 2009, 7 milhões de unidades vendidas, de acordo com a consultoria de mercado Canalys.

Segundo dados da empresa de inteligente de mercado ABIresearch, em 2006 o Symbian possuía incríveis 73% de participação de mercado. Em 2010, a fatia do sistema operacional chegou em 31%, além de uma perda de 39% dos desenvolvedores de aplicativos.

O Symbian foi ultrapassado pelo Android pela primeira — e única — vez no final de 2010. No primeiro trimestre de 2011, por exemplo, sua participação do sistema no mercado de smartphones era de apenas 26%, segundo dados da consultoria Statista. Em 2013, pasmem, a porcentagem caiu para 0,2%.

Queda do SymbianOS no mercado global de smartphones. Período de janeiro de 2011 a meados de 2013 (Foto: Reprodução/Statista)

No Brasil, o sistema operacional se manteve firme até abril de 2012 com 32,3% da fatia do mercado, uma queda de quase 50% em dois anos, quando começou a perder espaço no mercado local. Mas não demorou muito para que o Symbian praticamente sumisse do mapa no mercado nacional: nos oito meses seguintes, o SO estava presente em apenas 6% dos smartphones disponíveis no país.

Participação do SymbianOS no mercado brasileiro. Período de janeiro de 2010 a dezembro de 2012 (Foto: Reprodução/Statecounter)

Celulares com Symbian

O sistema operacional já se foi há alguns anos, mas deixou celulares que são lembrados até hoje na indústria mobile. O Nokia 808 PureView, por exemplo, foi lançado em 2012 como o último dispositivo equipado com o sistema operacional e se destaca por ser o primeiro do mundo com sensor de 41 MP.

Nokia 808 PureView foi o primeiro celular do mundo com sensor de 41 MP (Foto: Divulgação/Nokia)

Inclusive, recentemente o aparelho “desafiou” o Galaxy S20 Ultra, este com câmera principal de 108 MP, em um comparativo de fotos — embora tenha sido mais por curiosidade do que por competência, de fato. Assista no vídeo abaixo:

Outro celular que marcou o sistema operacional foi o Nokia 9210 Comunicator, lançado em 2000, um dos poucos da época que conseguia enviar e receber Fax. No entanto, os mais populares do Symbian foram os Nokia N95, de 2007, e N8, de 2010, este último que foi prejudicado pelo período de queda da Nokia.

Fato interessante sobre o Nokia N95: o site eBay na Itália listou recentemente uma edição limitada do celular da fabricante finlandesa por nada menos que 1.271 euros (cerca de R$ 7,9 mil em conversão direta para a nossa moeda). O produto acompanha todos os acessórios e películas protetoras originais, e é oferecido em uma maleta prateada bem elegante.

Celular vem com todos os acessórios originais lançados em 2007 (Foto: Reprodução/eBay Itália)

E a Nokia?

Após o fechamento da parceria com a Microsoft e a decisão de usar o Windows Phone em vez do Symbian em 2011, a Nokia também não se deu muito bem no mercado de smartphones. Em 2013, ela foi obrigada a vender sua divisão de dispositivos e serviços à gigante de Redmond para focar sua operação em outros segmentos, como no desenvolvimento de redes de telecomunicações.

A Microsoft também não conseguiu reviver os smartphones com a marca Nokia e anunciou a venda da divisão de celulares e a licença para utiliza o nome da fabricante à HMD Global em 2016. Curiosamente, a fabricante finlandesa foi criada por antigos empresários da Nokia, ou seja, basicamente tudo “voltou” como era antes da compra da parceria entre Nokia e Microsoft.

Sob comando da HMD Global, a Nokia voltou ao mercado mobile e vem agradando consumidores e mídia especializada principalmente pelo seu conjunto de câmeras. A empresa aposta agora no sistema operacional Android, que vem sendo muito elogiado pelas pouquíssimas personalizações e a garantia de até três anos de atualizações de segurança.

A empresa retornou ao Brasil seis anos depois com o lançamento do baratinho Nokia 2.3, que se destaca pelo preço abaixo dos mil reais e pelas duas câmeras traseiras turbinadas com inteligência artificial. Confira nosso review e as principais ofertas do smartphone abaixo:

Você já teve um celular um sistema operacional Symbian? Conte-nos abaixo, nos comentários!

Fonte: Statcounter GlobalStats (1, 2); Statista (1, 2); PCWorld; Engadget; Canalys; ABIresearch; CNN Business; BGR; Gadgets 360º

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192 motivos para comemorar: Hospital Ministro Costa Cavalcanti celebra mais uma alta hospitalar da covid-19

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O Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), mantido pela usina de Itaipu, registrou a 192ª alta de um paciente com covid-19 recuperado em Foz do Iguaçu. José Matiuc, de 68 anos, estava internado desde 10 de outubro, ou seja, há mais de 20 dias. Ele deixou a unidade hospitalar nesta sexta-feira, dia 30. Familiares, colaboradores e médicos do HMCC comemoraram a alta. Balões de bem-vindo e muita alegria e emoção marcaram a saída dele do hospital.

O paciente saiu agradecido e surpreso com a festa organizada pela família. “Queria agradecer as equipes que me atenderem, vocês me deram a oportunidade de ter vida. Eu venci”, disse.

Durante a internação, o paciente passou 14 dias respirando por aparelhos, e apesar da gravidade do caso — ele tinha comorbidades, como hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia — o quadro de saúde dele evoluiu bem, demonstrando uma grande vontade de vencer a batalha contra a doença.

Segundo o diretor técnico do HMCC, Dr. Rodrigo Romanini, “Cada alta é uma vitória. Estamos muito contentes com mais esta”, enfatizou o diretor.

Atualmente, o HMCC tem 19 pacientes internados na Unidade de Tratamento da Covid-19. Desses, 18 estão em leitos de UTI e um outro na unidade semi-intensiva. Outros sete estão na enfermaria da Unidade de Transição.

Apoio

Itaipu tem desempenhado um papel fundamental no enfrentamento ao novo coronavírus em Foz do Iguaçu e todo Oeste do Paraná. A usina investiu mais de R$ 24 milhões só na reestruturação do hospital para o enfrentamento da pandemia, com compra de insumos e equipamentos, além de cobertura dos gastos de pacientes que seriam atendidos pelo SUS. “Esses investimentos atendem diretrizes do governo federal de humanização da saúde da nossa gente, uma das principais pautas da gestão do general Silva e Luna à frente da usina de Itaipu”, diz o coronel Jorge Aureo, assessor especial e coordenador do GT Estratégico da Covid-19 da margem brasileira da usina.
O HMCC também credenciou o Laboratório de Saúde Única do Centro de Medicina Tropical (CMT) como representante do Laboratório Central do Paraná (LACEN/ PR) para realizar os exames de covid-19, o que permitiu a emissão dos resultados de PCR em um tempo médio de 4 horas. Por ali foram realizados 24.893 exames.

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Incêndios em hospitais: prédios antigos e falta de manutenção levam Brasil a ter mais casos – Brasil

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Incêndios em hospitais são cada vez mais frequentes no Brasil porque falta manutenção preventiva em sistemas elétricos e de ar-condicionado. A maioria dos prédios é antiga e não tem instalações adequadas para equipamentos cada vez mais modernos, como os de UTI. Falta conscientização dos gestores sobre riscos nas unidades de saúde, onde a fiscalização é falha. Além disso, as equipes têm pouco treinamento específico.

Para especialistas e representantes do setor, esse cenário marca o aumento de casos como o do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio: 4 pessoas morreram e 150 tiveram de ser removidas esta semana. A tragédia desta semana não é um caso isolado. O Instituto Sprinkler Brasil e a Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Edificação Hospitalar, com apoio da Sociedade Brasileira para Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente, revisaram ocorrências de incêndio em estabelecimentos de saúde veiculadas pela mídia nos últimos dois anos. Em 2019, foram 39. De janeiro a outubro deste ano, são 54, alta de mais de 50% ante o mesmo período do ano anterior. São Paulo é o Estado com mais registros (9), seguido de Minas e Rio (7 cada).

Especialistas destacam que os números refletem pequena parte das ocorrências, pois vários incêndios não são registrados – há subnotificação. “O ideal seria termos números oficiais repassados pelos Corpos de Bombeiros do País, mas isso não ocorre. A estimativa é de que o número encontrado por nós corresponda a 3% do número total de casos”, diz Marcelo Olivieri de Lima, diretor geral do Instituto Sprinkler Brasil.

Um dos problemas centrais é a falta de manutenção preventiva em prédios já envelhecidos. A maioria dos hospitais tem estruturas antigas. Nesses imóveis, os sistemas elétricos necessitam de modernizações para receber respiradores e monitores em uma UTI, por exemplo. Nem sempre isso acontece. O engenheiro Felipe Melo, presidente da Associação Brasileira de Sprinklers, explica que são comuns situações em que o maquinário está ligado ao mesmo tempo em uma rede elétrica, que pode não estar preparada para a carga e estoque de produtos inflamáveis sem as corretas medidas preventivas.

A falta de manutenção potencializa riscos físicos, químicos, ergonômicos e de acidentes dos ambientes hospitalares. As cozinhas, por exemplo, são área sensíveis com gases combustíveis próximos aos equipamentos de cocção. Em setembro de 2019, no Hospital Badim, também no Rio, um curto-circuito no gerador, que ficava no subsolo, foi a primeira causa do fogo, segundo a perícia. Vinte e dois dos 103 pacientes internados morreram. Nesta semana, a Polícia Civil indiciou oito pessoas, entre diretores e engenheiros, pelas mortes. Vale lembrar que hospitais abrigam pessoas com mobilidade reduzida ou ainda sob efeito de substâncias que diminuem a capacidade de percepção, orientação e deslocamento.

Também há limitações físicas. José Luiz Spigolon, diretor-geral da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos por quase 30 anos e hoje consultor da entidade, cita um “puxadinho” de um hospital de Fortaleza para receber um acelerador linear para tratamento por radioterapia. O equipamento de R$ 3 milhões havia sido doado pela União. Como o hospital não tinha espaço, precisou comprar uma casa vizinha e construir um túnel para acessar a sala do novo acelerador. 

Além dos problemas estruturais, o País ainda enfrenta a pandemia. Mesmo que a pressão sobre o sistema de saúde não tenha sido a causa direta dos incêndios recentes, especialistas concordam que pode haver sobrecarga em breve. “A lotação dos hospitais, causada pelo alto número de pacientes com covid-19, pode sobrecarregar um sistema já fragilizado e perto do colapso”, avalia Felipe Melo. 

Comum nos EUA e na Europa, acreditação é pouco usada no País

Mesmo depois de obterem os alvarás de liberação – são 55 ao todo –, muitos hospitais no Brasil têm poucas práticas sistemáticas de controle de qualidade e de processos de trabalho. Francisco Balestrin, presidente do Sindicato de Hospitais, Clínicas e Laboratórios (SindHosp), alerta que os hospitais não são submetidos aos processos de acreditação tão comuns na Europa e Estados Unidos.  É uma vistoria feita por entidades independentes que avalia estrutura, processos e resultados. Isso precisa mudar, de acordo com ele. “Apenas 5% dos 6200 hospitais do País enfrentam esse processo, que é voluntário”, defende. 

Walter Cintra, professor de Especialização em Administração Hospitalar e de Serviços e Sistemas de Saúde da FGV, aponta que projetos hospitalares atuais levam em consideração as normas mínimas, visando só à aprovação dos órgãos reguladores. “Para prevenir incêndios de forma eficiente, é preciso ter um planejamento detalhado e manutenção preventiva. Parte dos hospitais não tem nem alvará de inspeção do Corpo de Bombeiros. Há certa liberalidade no setor. Quem vai fechar um hospital?”

Embora a legislação brasileira não faça diferenciações entre tipos de hospitais, tratando todos de forma igual, sem observar particularidades, as leis são completas. É o que acredita Marcos Kahn, especialista em engenharia de segurança contra incêndio e membro do comitê técnico institucional da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar. “Cada hospital tem sua especificidade, mas isso não é uma falha da legislação. É falha do entendimento do risco de incêndio. Ter segurança vai muito além das certificações. Falar da segurança contra incêndios é falar da segurança do paciente.”

Na opinião de Spigolon, da Confederação das Santas Casas, a saída passa por dinheiro. “É investir na modernização dos edifícios, reformas estruturais e treinamento das equipes para tenham outra visão da questão da segurança”, afirma. 

Dificuldade de recursos é gargalo, diz entidade

“Se o setor de Saúde fosse financiado adequadamente, não teríamos essa situação, principalmente nos hospitais públicos”, opina Yussif Ali Mere Jr., presidente da Federação dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas e demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo. O setor, diz ele, vive dificuldades e o total de usuários da rede privada caiu de 51 milhões para 47 milhões nos últimos anos. “Vemos um enxugamento da iniciativa privada em função do tombo que a economia levou. Tínhamos uma recessão econômica, que foi agravada pela pandemia.”

O Ministério da Saúde e a Anvisa, que tem desde 2014 manual de segurança contra incêndios em unidades de saúde, não comentaram o aumento de ocorrências do tipo no Brasil. 

A Prefeitura de São Paulo informou os detalhes dos três incêndios que aconteceram na cidade neste ano. Nos três casos, não houve mortes. O mais recente, em setembro, floi no Hospital Municipal Tide Setúbal, na zona leste. Conforme a gestãl municipal, “o princípio de incêndio ocorreu em apenas um quarto, no 2º andar, que estava em reforma e sem pacientes. Não houve prejuízos aos equipamentos da unidade e os pacientes do andar foram removidos para outras alas no próprio hospital”, diz nota.

Em março, houve um princípio de incêndio no Hospital Municipal Cidade Tiradentes, também na zona leste. O Município afirma que ele foi “resultado das ações de um paciente da ala psiquiátrica, que ateou fogo em um colchão”. Ainda de acordo com a Prefeitura, “o paciente sofreu leves queimaduras pelo corpo e foi atendido pela equipe de cirurgia e não houve prejuízo aos equipamentos”. Em fevereiro, a AMA/UBS Jardim Elisa Maria, zona norte, teve um princípio de incêndio por falha no ar-condicionado de um dos consultórios. Não houve vítima. A UBS foi reinstalada em um imóvel próximo.

 



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Fonte brasil.estadao.com.br

os modelos mais tecnologicos do mercado

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As máscaras de proteção facial são essenciais para combater a transmissão da covid-19. Apesar de importantes, elas acabaram dificultando a vida dos surdos – que precisam da visão da boca para a leitura labial – e cobrindo sorrisos e outras expressões faciais que mostram nossos sentimentos.

Para resolver o problema, iniciativas brasileiras e estrangeiras têm criado alternativas de proteção transparente – veja abaixo alguns modelos! Porém, antes de ir atrás desses novos modelos de máscara, profissionais da área de saúde pedem cautela. Afinal, é melhor investir numa de qualidade do que comprar um modelo de segurança duvidosa.

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Apesar de modelos promissores já estarem despontando no mercado, as máscaras transparentes precisam ser seguras: evitar a entrada e a saída do coronavírus. De acordo com a médica patologista do Laboratório Frischmann Aisengart, Natasha Slhessarenko, a máscara é uma proteção mecânica e protege não só quem usa, mas quem está próximo. “Uma máscara transparente, para garantir proteção comprovada, precisa ser referendada por um órgão regulador”, esclarece a especialista. 

Quando se trata de máscaras caseiras, diversos testes em todo o mundo comprovaram a eficácia da peça como barreira importante contra a covid-19. No entanto, modelos que usam válvulas laterais como a de máscaras para pintores, no estilo PFF3, podem proteger quem usa, mas não quem está perto. “Isso porque o filtro de ar funciona na inalação, mas não quando é exalado”, revela a médica.

Máscaras que apresentam apenas uma barreira de proteção no nariz e na boca, parecidas com a proteção face shield, podem ser perigosas. Durante um espirro, por exemplo, gotículas podem sair pelas laterais do escudo, contaminando toda a área ao redor.

Confira alguns modelos de máscaras transparentes:

Máscara Leaf, certificada nos Estados Unidos

Máscara Leaf. Foto: divulgação.

A peça é leve, feita de silicone e possui um filtro de ar N99, mais potente que a N95 utilizada em ambiente hospitalar. Para garantir alta precisão na proteção, a máscara foi confeccionada com a ajuda de tecnologia aeroespacial. Preço de venda: a partir de US$ 49 dólares (o equivalente a R$ 280).

Criada para permitir um conforto cada vez mais próximo possível da sensação de estar sem máscara, a americana Redcliffe Medical desenvolveu a Leaf Mask. O equipamento já recebeu a aprovação da FDA, a agência americana que regula os produtos de saúde pública nos Estados Unidos, equivalente no Brasil à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Máscara autolimpante da Xiaomi

Máscara desenvolvida pela chinesa Xaiomi. Foto: divulgação.

A fabricante chinesa Xiaomi tem se dedicado a criar um modelo de máscara transparente tecnológica. A proposta, segundo a marca, é permitir que a proteção seja auto-limpante. Para isso, a peça deverá utilizar filtros removíveis compatíveis com máscaras N95, que ao serem conectados a uma porta USB, emitem luz para auto higienizar em apenas 10 minutos.

Caso seja comercializada, a intenção é de que cada filtro possa durar cerca de um mês e meio, tempo de vida muito maior que as máscaras de proteção utilizadas em ambiente hospitalar. 

Máscaras da UFPI

Máscara desenvolvida por pesquisadores da UFPI. Foto: divulgação.

Desenvolvida por pesquisadores dos cursos de Engenharia Elétrica e Mecânica da Universidade Federal do Piauí (UFPI), essa máscara transparente tem a principal função de possibilitar a leitura labial. O estudo de desenvolvimento do produto faz parte do Projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI), do Hospital de Campanha Estadual (HCE).

O Ministério Público do Trabalho do estado aprovou financeiramente a fabricação de 500 máscaras, que serão destinadas a professores e alunos do curso de Libras da universidade. Além disso, as máscaras serão fabricadas para uso hospitalar e devem passar por testes laboratoriais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não há previsão para venda. 

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Fonte www.tribunapr.com.br

Mais de 2 mil reclamações sobre aglomerações e não uso de máscaras em ônibus do Transcol

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Foto: Leitor | Whatsapp Folha Vitória

Prevenir-se do coronavírus é um desafio para quem usa diariamente o transporte coletivo. Os usuários relatam que, devido à quantidade de passageiros nos ônibus, muitas vezes é impossível evitar aglomerações nesses locais. Para piorar mais a situação, tem muita gente que ainda viaja sem máscara.

“Seis horas da noite está mais lotado mesmo. A maioria está usando [máscaras], mas algumas pessoas ainda não. E não tem como a gente falar também, porque pode causar uma grande intriga no ônibus”, afirmou o recepcionista Warley Pinheiro de Paula, usuário do sistema.

>> VÍDEO | Mulheres brigam no Transcol por causa de máscara e vão parar na delegacia

De acordo com dados da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Espírito Santo (Ceturb-ES), de 1° de setembro a 17 de outubro, foram registradas mais de 2,3 mil reclamações de superlotação nos coletivos, e quase 2 mil sobre a falta do uso da máscara. 

Segundo a companhia, esse número representa aproximadamente 0,02% do total de passageiros do sistema Transcol, que atualmente é de cerca de 400 mil pessoas por dia. A Ceturb ressaltou ainda que vem aprimorando os mecanismos de controle, para evitar situações como essas, e conta com o apoio da população para ajudar na fiscalização.

A infectologista Simone Freitas explica que o simples uso da máscara, por exemplo, reduz bastante o risco de contaminação. “Se você usa máscara e eu uso máscara, nós estamos diminuindo o risco do nosso contágio em até mais de 50%. Isso é muito importante, associado ao uso de álcool nas mãos, já que a gente toca superfícies que outras pessoas podem ter tocado com a mão contaminada”, destacou a médica.

Com informações do repórter Alex Pandini, da TV Vitória/Record TV

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Fonte www.folhavitoria.com.br

Hospital 5 de Outubro celebra 14 anos de funcionamento com mais de 1 milhão de atendimentos

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O Hospital 5 de Outubro é uma conquista para o município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará. Fundado pela empresa Vale, o HCO foi projetado para apoiar as operações da Mina Sossego e a implantação do projeto S11D.  

De acordo com Marcos Silveira, diretor Hospitalar do HCO, ao longo dos últimos anos o hospital buscou ampliar o número de especialidades e serviços oferecidos à população. “Essa ampliação diminui o deslocamento desnecessário para os grandes centros urbanos e quem ganha com isso é a população de Canaã dos Carajás”, disse.

O Hospital 5 de Outubro contabiliza 13 especialidades médicas e atende cerca de sete mil pessoas por mês.

Outra conquista para a população de Canaã dos Carajás, por meio do HCO, foi o serviço de Telemedicina para elucidar diagnósticos mais complexos, como os quais requerem tratamentos clínicos específicos ou demandam transferências para perfil hospitalar de alta complexidade.

Em fevereiro de 2019, a unidade foi certificada pelo Programa Nacional da Qualidade (PNQ), concedido pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que reconhece a qualidade e segurança da assistência da unidade.

O HCO possui estrutura de pequeno porte, com capacidade para atender casos de até média complexidade e congrega ambulatório para consultas eletivas, Pronto Atendimento 24 horas, instalações de internação com enfermarias e apartamentos individuais e suporte diagnóstico em diversas especialidades.

 

Comemoração

Para celebrar os 14 anos de funcionamento, o hospital proporcionou para todos os colaboradores um momento de confraternização, com homenagens aos profissionais com maior tempo de experiência na unidade. “Temos que reverenciar todos os colaboradores da Pró-Saúde. Eles trabalham aqui com vontade, com dignidade, prestam serviço de excelência e temos sempre que enaltecer serviços assim”, ressaltou Silveira.

Na ocasião, 36 colaboradores foram homenageados. Eles receberam um certificado que reconhece a dedicação e o empenho dos profissionais à instituição.

 

Oportunidade na Pró-Saúde

Para a técnica de enfermagem Marina Machado, homenageada pelos 10 anos de serviços prestados no HCO, a Pró-Saúde deu início na sua vida profissional. “Meu primeiro emprego na área da saúde foi nesse hospital. A Pró-Saúde é uma escola e me acolheu de braços abertos”, disse.

Mariana já trabalhou no Centro Cirúrgico, na Central de Material e Esterilização, no Pronto Socorro e no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH).  A profissional disse que está sempre pronta para as oportunidades ofertadas pela Pró-Saúde. “Existe um sentimento diário de dever cumprido e de realização ao prestar assistência à comunidade de Canaã dos Carajás”, finalizou.

 

Humanização nos serviços

A adoção de práticas de humanização no Hospital 5 de Outubro (HCO) representam uma importante e fundamental iniciativa para acolher com respeito, cordialidade e igualdade todos os seus usuários e colaboradores.

Entre os projetos de humanização do hospital estão o Amor de Mãe, que tem o objetivo de integrar a assistência multidisciplinar ao parto, aos atendimentos ambulatoriais e procedimentos que antecedem e sucedem a este momento.

Outra iniciativa é o Saúde e Alegria, que com encontros musicais semanais na unidade de internação e leitura de histórias infantis para crianças internadas proporcionam momentos de interação entre pacientes, familiares, acompanhantes e colaboradores do HCO, suavizando o incômodo do período de internação dos pacientes.

 

Especialidades

Entre as especialidades existentes no HCO e oferecidas à população, a unidade conta com anestesiologia, cardiologia, fonoaudiologia, ortopedia, nutrição, terapia ocupacional e obstetrícia.

Para o diretor Hospitalar, ao longo dos últimos anos “o hospital buscou ampliar o número de especialidades e serviços oferecidos à população, diminuindo assim o deslocamento para os grandes centros urbanos”.

*Com informações de Ascom HCO

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Fonte redepara.com.br

Plasma convalescente ajuda a recuperar mais de 60% dos pacientes que receberam transfusão

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27/10/2020 21h06 – Atualizada em 27/10/2020 23h11

Por Anna Cristina Campos (HEMOPA)

O Governo do Pará, por meio da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia (Hemopa), iniciou em maio os estudos sobre o uso do plasma convalescente, doado por pacientes recuperados de Covid-19. Até hoje, 47 pacientes receberam a transfusão de plasma como tratamento alternativo à doença, dos quais 60,6% evoluíram para alta hospitalar. Anderson Freire Silva recebeu o plasma, venceu a Covid e já retornou ao convívio familiar

Entre os recuperados está Anderson Freire Silva, 38 anos, que chegou ao Hospital de Campanha de Belém, instalado no Hangar – Centro de Convenções, transferido do Hospital de Pacajá, município do sudeste paraense, no dia 15 de julho. Ele apresentava os sintomas comuns de contaminação pelo novo coronavírus: febre, tosse, mal-estar e dificuldade de respirar. Um dos pulmões já estava bastante comprometido, e como Anderson é de grupo de risco – obeso e hipertenso -, foi colocado imediatamente em oxigênio por cateter nasal.

A equipe médica, coordenada pelo intensivista Lucas Rodrigo Oliveira Viana, decidiu administrar a transfusão de plasma de convalescente como terapia alternativa contra a Covid-19, disponibilizado pela Fundação Hemopa aos pacientes internados na rede hospitalar do Estado. O resultado foi considerado surpreendente.

“Após 48 horas da transfusão do plasma, já conseguimos observar uma melhora clínica significativa no Anderson, saindo do estado de Unidade de Terapia Intensiva para enfermaria, sem a necessidade de depender de oxigênio. Além disso, outros pacientes já apresentaram melhora após receber o plasma, em relação ao padrão da lesão pulmonar em 50%”, destacou o coordenador do Hospital de Campanha no Hangar, médico Tardelio Mesquita.

“Eu não queria receber o plasma. Eu estava com medo. Mas a equipe médica conversou e me explicou os benefícios. E graças a Deus hoje estou aqui, bem de saúde”, contou Anderson, que já voltou para Pacajá, onde mora com a família.A transfusão de plasma convalescente é uma terapia alternativa contra a Covid-19

Vitória da vida – Diretamente envolvido na pesquisa, desde a fase de elaboração do projeto até a distribuição do plasma para a rede hospitalar, o presidente da Fundação Hemopa, Paulo Bezerra, se empenhou com a Diretoria Técnica e equipe de pesquisadores, para utilizar o plasma em pacientes com Covid-19. “É uma vitória da vida, celebrada pela busca de conhecimento e compromisso com a saúde pública de nosso Estado”, ressaltou.O plasma é doado por pessoas que se recuperaram da doença

Além do Hospital de Campanha de Belém, o plasma também já foi utilizado nos hospitais da Santa Casa de Misericórdia, João de Barros Barreto, Ophir Loyola, Abelardo Santos, Materno Infantil de Barcarena, regionais de Santarém e Marabá e Hospital do Coração, e também foi enviado para São Paulo.

De acordo com a gerente de Hematologia Clínica da Fundação Hemopa, Cátia Valente, os estudos apontaram que o plasma de convalescente resulta na melhora do quadro clínico e laboratorial do paciente. “A partir da observação dos pacientes que receberam o plasma de convalescente podemos dizer que eles apresentaram melhora no quadro clínico e laboratorial. E também observamos que, quanto mais cedo fizermos o uso da transfusão de plasma nos pacientes, enquanto estão em fase de cascata inflamatória, a possibilidade de melhora aumenta”, destacou a médica.



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Fonte www.agenciapara.com.br

Mais que denunciar o governo: cuidar das pessoas com sintomas de Covid-19 – 27/10/2020

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Termômetro, antitérmico, cartilha de cuidados domésticos, chamadas por vídeo ou voz de uma a três vezes por dia — a depender da complexidade do caso —, oxímetro, atendimento médico e psicológico quando necessário. Trezentos e quarenta e sete pessoas com sintomas de Covid-19, de cinco territórios vulneráveis de São Paulo e região metropolitana, foram acompanhadas pelo projeto Agentes Populares de Saúde, da UNEafro Brasil e do Instituto de Referência Negra Peregum, entre abril e setembro de 2020. Uma entrou para a estatística de 157.397 mortes notificadas por Covid-19 no Brasil até 25 de outubro.

Jorge Luiz Neves Pereira, negro, metalúrgico aposentado, aos 67 anos de idade começou a sentir cansaço, tosse seca, febre baixa e uma paralisia na perna. Sua filha Fabíola Carvalho é uma das coordenadoras da UNEafro e acionou a agente popular de saúde de São Bernardo do Campo, onde ele vivia. Por Jorge ter sérios problemas cardíacos, renais, e fazer hemodiálise havia dez anos, Fabíola foi orientada a levar o pai para o hospital. Inicialmente, foi descartada a infecção por coronavírus e Jorge ficou na ala verde, separada para pessoas sem suspeita ou confirmação de Covid-19. Cinco dias depois da internação, foi diagnosticada uma infecção pulmonar. Quatro dias depois, ao tentar visitar o pai, Fabíola foi informada de que ele havia sido transferido para outro hospital às pressas por provável infecção por coronavírus. A família não conseguia se comunicar com Jorge, nem recebia informações precisas do hospital. Treze dias depois da internação, Jorge foi entubado por complicações de Covid-19. Com quedas de pressão, não estava mais conseguindo fazer hemodiálise. Morreu dezenove dias depois de chegar ao hospital, no dia 3 de agosto.

“Foi negligência em cima de negligência. Ele estava na fila do transplante de rim fazia 5 anos quando descobrimos que não estava realmente na fila. Fez 10 anos de hemodiálise. Mas, mesmo com tudo isso, sinto que se ele tivesse sido tratado como paciente com Covid desde o início, poderia ter sido diferente”, diz Fabíola. O caso evidencia as falhas de comunicação e a falta de transparência nos diagnósticos e nas condutas das equipes médicas com familiares responsáveis, frequentemente relatadas por pessoas negras, e agravadas durante a pandemia.

A violência institucional de um idoso ser internado sem acompanhante e sem poder falar com a família é uma realidade nos hospitais públicos que dificulta perceber situações de descaso e negligência, além de aumentar o sofrimento emocional. “Ainda que nada ou muito pouco possa ser feito sobre o quadro clínico de alguém, o cuidado e o amparo deveriam ser premissas inegociáveis de qualquer serviço de saúde”, afirma Bruna Silveira, médica coordenadora do projeto. “As pessoas não deveriam temer os descasos, as negligências, as inadequações na comunicação e se sentir responsabilizadas por não conseguirem prever questões graves como essas em momentos de tanta vulnerabilidade. A dor pode ser inevitável, mas o sofrimento, nós temos o dever de aliviar”.

Em luto pela morte de Jorge Luiz Neves Pereira, agentes populares de saúde, sanitarista, médicas, psicólogas e educadoras da UNEafro fizeram uma primeira avaliação dos resultados do projeto. “Quando analisamos nossos dados em relação aos DATASUS, temos indicativos de que o projeto tem sido muito eficiente em suas ações de assistência”, registra a versão preliminar de um relatório que será divulgado nas próximas semanas.

Do total de pessoas atendidas, 90% são da classe E; 49,72% são negras (26,86% pretas e 22,86% pardas), 0,29% indígenas, 31,14% brancas e 18,86% não declarou sua raça/cor de pele. “A taxa elevada de incidência do projeto pode ser explicada pelo trabalho das agentes populares de saúde na busca ativa de casos sintomáticos — modelo que se assemelha aos dos países que mais testam pessoas com sintomas”, continua o relatório. “Trata-se, portanto, de uma população de maior vulnerabilidade social e racial que, no cenário nacional costuma apresentar as maiores taxas de internação, agravo, mortalidade e letalidade, mas que, no projeto, apresenta taxas bem mais baixas. Os dados demonstram a eficiência da assistência personalizada e individualizada que promovemos nos territórios”.

Nos casos de agravamento, quando a pessoa precisa ir ao hospital, o tempo médio de internação das pessoas acompanhadas pelo projeto também é mais baixo que a média nacional. Enquanto no DATASUS a taxa de internação entre abril e setembro variou entre 10% a 12%, com um pico de 30% no mês de julho, e o tempo médio de internação por Covid-19 é de 21 dias, a taxa de internação das pessoas acompanhadas pelo projeto é de 9,83% e o tempo médio de internação de 10,01 dias. “A minha hipótese é que com o acompanhamento das agentes populares de saúde, a equipe médica, o uso dos oxímetros, há menos necessidade de internação de urgência. E com menos tempo de hospital, as chances de outras infecções causadas pela internação diminuem. Infelizmente, icção hospitalar é uma realidade do Brasil”, explica o sanitarista do projeto José Murakami.

O trabalho está cuidadosamente apresentado em cinco episódios de uma websérie e dos textos publicados no blog do projeto. Todo o material para a formação de agentes populares de saúde está disponível em vídeo e em três cartilhas ilustradas e escritas em linguagem popular no site do projeto, com o objetivo de apoiar coletivos, organizações e movimentos que queriam replicá-lo ou adaptá-lo em suas comunidades.

O dado assombroso de 157 mil mortes por Covid-19 no Brasil é ainda maior se for considerada a subnotificação. Há especialistas que calculam serem mais de 200 mil as pessoas mortas. O governo brasileiro tem responsabilidade direta por este número de mortes. Já no mês de março, a #BolsonaroGenocida estava nos trending topics do Twitter. Em abril, relatores da ONU denunciaram o governo Bolsonaro por promover ações irresponsáveis, que colocam vidas em riscos. Em agosto, a Coalizão Negra por Direitos protocolou um pedido de impeachment recheado de dados e evidências que mostram a negligência do presidente com a pandemia.

É muito importante que, além de denúncias, movimentos sociais e organizações do terceiro setor estejam promovendo ações de solidariedade à população mais vulnerável. O Instituto Marielle Franco e a Universidade Federal do ABC produziram mapas das práticas colaborativas de enfrentamento ao Covid-19. A maior parte delas, de arrecadação e distribuição de cesta básica, material de limpeza e higiene. Mas há também os agentes populares de saúde, compartilhando informação, prevenção e cuidado nas periferias brasileiras. A campanha Mãos Solidárias, de movimentos de Pernambuco, tem promovido a ação O Povo Cuidando do Povo, formando agentes populares de saúde dentre moradores da periferia de Recife em um primeiro momento, e agora em diferentes regiões de todo o país, para distribuírem informação sobre cuidados básicos de saúde, combate à Covid e saúde popular.

O Agentes Populares de Saúde da UNEafro, em parceria com rádios comunitárias, distribui informação em emissoras como Rádio Cantareira, Rádio Paraisópolis, Rádio Heliópolis e Rádio Comunitária Itaquera. Os mesmos áudios são divulgados nas ruas, em 14 carros de som que circulam por 21 territórios em São Paulo, Guarulhos, Mogi das Cruzes e São Bernardo do Campo. Nas próximas semanas, os carros serão substituídos por bicicletas de som. No Instagram, no Facebook e no Twitter, são divulgadas postagens com dicas de cuidados domésticos e naturais com quem tem sintomas de Covid.



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Fonte www.uol.com.br

Mais de 8 mil pessoas foram notificadas por não usar máscara no Rio

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Do Globo:

Foto: Ricardo Moraes – 17.mar.2020/ Reuters
17/03/2020
REUTERS/Ricardo Moraes

As ruas do Rio têm ficado cada vez mais cheias, mesmo que a pandemia do novo coronavírus não tenha acabado. As aglomerações e os pedestres sem máscara, na mesma toada, se tornam menos incomuns.

Um indicador disso pode ser observado num levantamento que a prefeitura do Rio divulgou neste domingo, que mostra que, entre os dias 5 de junho – início das notificações – e o último dia 22 de outubro, foram registradas 8.238 infrações pela não utilização de máscara, seja em vias públicas ou em estabelecimentos comerciais.

O número corresponde a 82,71% do total de 9.959 infrações anotadas durante este período pelos agentes.

De acordo com a Guarda Municipal, 7.769 infrações pelo não uso de máscara aconteceram nas ruas da cidade, e 469 dentro de estabelecimentos. São 606 advertências por aglomerações. Confira os números, segundo a GM:

(…)













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Fonte www.diariodocentrodomundo.com.br